13 Tudo começou nos anos 1950, no Banco da Província, o mais antigo banco gaúcho. Em 1965, a instituição financeira criou o Museu de Numismática, do qual ainda são preservados, no atual acervo histórico, testemunhos como a ata de fundação e um livro de ofertantes. No Museu, formou-se um conjunto de numismática e tesserologia. Depois, com a fusão do Banco Nacional do Comércio – que ocupou o prédio que hoje abriga o Santander Cultural – e do Banco Industrial e Comercial do Sul, outros documentos foram agregados. Mas, acima de tudo, essa história foi construída por pessoas: a importância que os funcionários davam ao acervo é notável. Foram muitas as contribuições, e o cuidado com que tratavam cada peça mostra isso – alguns criaram caixinhas de memória para doar e, assim, perpetuar também suas próprias histórias. Naquela época, era comum que as pessoas permanecessem a vida inteira na mesma instituição, e não era difícil encontrar funcionários cujos pais e avós também haviam pertencido aos quadros dos mesmos bancos. Se antes se batia à máquina, hoje, se digita ou toca. Ontem, se pagavam grandes quantias em papel; hoje, se utiliza o plástico. Há algum tempo, se contavam as horas no relógio; agora, temos controladores do tempo por todos os lados. Tempo que passa, que é sentido e vivido. Tempo que se preserva com memória, narrada nas exposições e compartilhada com a comunidade.
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