23 Título da obra SEM TÍTULO Artista CLÁUDIA SPERB (Novo Hamburgo/RS, 1965) assistenteS de produção: Cláu Paranhos e Eduardo Rick Martins Cláudia Sperb tem especialização em Poéticas Visuais (gravura, fotografia e imagem digital) e Poéticas Visuais Abordagem Contemporânea pela Feevale (RS). Entre suas principais exposições individuais estão “Serpentes” (1996) no Instituto Butantã, em São Paulo (SP) e, em 1998, no Museu do Trabalho em Porto Alegre (RS); “Jardim das Serpentes” (1998) no Encontro Internacional do Imaginário em Recife (PE); “Labirinto das Serpentes” (2000) no MARGS, em Porto Alegre (RS); “Jardim das Serpentes” (2006) no CAL/UnB, em Brasília (DF). No ano de 2006, ganhou o primeiro Prêmio Açorianos de Artes Visuais na categoria Destaque em Gravura; e em 2004, ganhou o Prêmio Aquisição da 23ª edição Salão de Arte do Pará. Então baixei os olhos para o pé do muro, e dei um salto! Lá estava, erguida para o principezinho, uma dessas serpentes amarelas que nos liquidam num minuto.... Mas, percebendo o barulho, a serpente se foi encolhendo lentamente, como um repuxo que morre. E, sem se apressar demais, enfiou-se entre as pedras, num leve tinir de metal (Antoine de Saint-Exupéry, “O Pequeno Príncipe”, 1943). A serpente na obra de Cláudia Sperb vema sermais do que umtema, é umsigno, sempre presente emcada fragmento da sua produção artística seja em gravura, cerâmica ou mosaico. A serpente é percebida, aqui, como metáfora do caminho da aventurança humana. Sobre a superfície reta do muro, a cobra multicolorida serpenteia sinuosa e sibila versos que encantam a cidade e a nós mesmos. A artista nos faz um convite para descermos dos muros da nossa existência e, como nos ensina a história do Pequeno Príncipe, libertarmos nossa expressão para olhar o mundo commais arte e fazê-lo um lugar melhor para todos. André Venzon

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