31 Título da obra corte Artista frantz (Rio Pardo/RS, 1963) Na obra “Corte” vislumbramos um muro branco e intato que lamenta a separação entre o Guaíba e a cidade. Porém, logo a tinta vermelha lhe escorrerá do topo como se sangue fosse... Frantz é um pintor que não pinta. Seu talento reside nas inúmeras formas de apreender a pintura no mundo. Para Frantz, o limite é o lugar da pintura. Seus trabalhos não são resultado do tradicional ofício de pintura em ateliê, mas sim da ação de recobrir todo o tipo de superfície com telas, onde tudo que se depositar é pintura e obra do artista. Ele poderia facilmente pintar, pois além do seu precoce talento, dispõe de fartos meios materiais e notório conhecimento técnico para isto. No entanto, ao não pintar, submete a própria pintura a uma subversão total, de meios e formas, deixando livre sua expressão. O que poderíamos pensar sobre a obra de Frantz é que ela se vincula à arte conceitual, ou seja, aquilo que você não está vendo e não está fazendo. O artista não pinta o muro que agora vemos branco, mas o prepara para ser obra do acaso, da sucessiva ação da água da chuva, cujas linhas escorridas deixarão inúmeros rastros até se converterem totalmente em mancha pictórica. Assim é o campo visual expandido da pintura que Frantz nos propõe. André Venzon Artista autodidata, Frantz dedica-se à pesquisa em pintura. Exposições individuais: (2015) Galeria Mamute, Porto Alegre (RS); (2013) Galeria Rabieh, São Paulo (SP); “O Atelier como Pintura” (2011), MACRS, Porto Alegre (RS); “Livros e Pinturas” (2007), FVCB, Porto Alegre (RS); (2002) Galeria Bolsa de Arte, Porto Alegre (RS); “Exercícios para umGrande Impasse” (1987), Galeria Macunaíma, Funarte, Rio de Janeiro (RJ), “Pichações” (1982), MARGS, Porto Alegre (RS). Exposições coletivas: “10ª Bienal do Mercosul” (2015), Porto Alegre (RS); “Pinturas, da Matéria à Representação” (2011), FVCB, Viamão (RS); “Agora Ágora” (2011), Santander Cultural, Porto Alegre (RS); “Abstração e Figuração” (2002), Centro Cultural São Francisco, João Pessoa (PB); “Bienal de Gravura de Amadora” (1990), Portugal; Caligrafias e Escrituras” (1985), Funarte (RJ).
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