35 Formado em Comunicação Visual pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Geraldo Markes expõe com regularidade desde 1984. Radicado em São Paulo desde 1991, desenvolve trabalhos na área da arte aplicada a eventos, produtos, cenários e filmes publicitários. Suas últimas exposições aconteceram no 72 NY Gallery em Porto Alegre (RS). Atualmente, prepara uma exposição sobre a história do grafite. Bombing , no vocabulário do grafite, significa sair para grafitar ilegalmente. Se antes a obra pictórica de Geraldo Markes parecia pular dos muros para a tela, agora o artista tem a oportunidade de fazer o caminho inverso, voltando a marginalidade da metrópole que lhe inspira, para compartilhá-la livremente com grafiteiros e pichadores como objeto de desejo. O vagão de trem, este não lugar da cultura, que transporta uma diversidade de passageiros tão grande quanto seu comboio − entre a periferia e o centro – pode ser percebido na obra “Bombing POA” como a translação da vida urbana, ou seja, a vida da cidade como uma viagem de trem. Tomado por característicos desenhos do repertório de Markes, como o seu emblemático saxofonista – um símbolo da década de 80, além de referências musicais ao rap e ao hip hop, as inscrições explosivas e abstratas se misturam a nomes e apelidos de personagens da história porto-alegrense, como de Quintana, Lupi, Briza (de Brizola), Teixeirinha, junto a expressões e frases como Toniolo e Elis Vive, que também ficaram na memória extramuros e já fazem parte do nosso inconsciente coletivo contemporâneo. André Venzon Título da obra BOMBING POA Artista GERALDO MARKES (Santa Maria/RS, 1961)
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