39 Graduado em Artes Visuais – Desenho e Plástica pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Gustavo Freitas, no período de 2010 a 2014, realizou suas principais exposições: “Futuros Passado”(2010) no MASM, em Santa Maria (RS); “Portifólio”(2011) na sala Claudio Carriconde, CAL, UFSM, em Santa Maria (RS); e “Toda a Vida Antes de um Dia” (2014) no Museu do Trabalho, em Porto Alegre (RS). Entre as exposições coletivas estão: “Presentes” (2014) no MACRS e “Quase uma Ilha” na Galeria Península, ambas em Porto Alegre (RS). Vencedor de prêmios na área da fotografia e xilogravura, o artista recebeu a indicação para o IX Prêmio Açorianos de Artes Plásticas, em 2015, pela exposição “Toda a Vida Antes de umDia” (2014). O Viaduto Otávio Rocha, em Porto Alegre, é popularmente conhecido como Viaduto da Borges. Este cenário de ambiguidades foi escolhido por Gustavo Freitas para apresentar uma obra que transita em lugares da nossamemória. Patrimônio cultural dos porto-alegrenses, o lugar sofre como vandalismo e a depredação. Porém, na visão restauradora do artista, um velho sobe uma das escadarias do assim denominado “Passeio das Quatro Estações”. Sobre grandes arcos, a figura encurvada se integra às linhas clássicas da arquitetura, transformando-se numa alusão contemporânea ao mito de “Chronos” − deus grego que representava as características destrutivas do tempo. No entanto, ao apreciarmos a balaustrada que acompanha o caminho deste anônimo senhor, deduzimos que se trata do então conhecido “Passeio Primavera”. Ao levar o nosso olhar a subir esta escada que remete à estação da juventude, o artista sugere uma mensagem de renovação, numa bela homenagem ao percurso da vida urbana. André Venzon Título da obra DESTINO Artista GUSTAVO FREITAS (Caçapava do Sul/RS, 1987) assistenteS de produção: Antonio Carlos Garcia Dias, Marciele Freitas Dias e Nelsimara Dias

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