41 Helena D’Ávila é graduada em Artes Plásticas, Pintura, pelo Instituto de Artes da UFRGS (1996), e possui especialização em Produção Cinematográfica (1998) pela PUCRS. Entre suas principais exposições estão: “3x4vis(i)ta e visitados” (2015) no MACRS, em Porto Alegre (RS); “Identidade: Desenho” (2015) no Porão do Paço Municipal, em Porto Alegre (RS); Rumos ITAÚ (1994) na Itaugaleria, em Brasília (DF); e “Natureza Viva” (1998) na Galeria Pedro Arcanjo da Secretaria de Cultura e Turismo do Estado da Bahia e Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), Salvador (BA). Desde 1992 participa de exposições coletivas, entre elas, “Paisagem Plural” (2016) na Fundação Cultural Badesc, em Florianópolis (SC); “Transmigrações” (2016) no MACRS, em Porto Alegre (RS), e na “1ª BIENAL C” (2015) da Associação Francisco Lisboa de Porto Alegre (RS). Em 1995 participou do II Prêmio Gunther de Pintura 95 no MAC/Ibirapuera, em São Paulo (SP). Tudo isso está muito bem dito – respondeu Cândido, – mas devemos cultivar nosso jardim . (Voltaire, “Cândido, ou o Otimismo”, 1759). Um rio ondulante de tulipas inunda o olhar do transeunte que poderia se fazer a pergunta: − Onde fica este lugar? Se a obra “Jardins”, da artista Helena D’Ávila, remete ao paraíso, é porque a realidade urbana é bem outra. Lembramos quando existiam placas alertando “Cidade limpa. Povo culto”. Porém, alamedas e jardins floridos, impecavelmente cuidados pelos seus cidadãos, continuam a ser miragens no cotidiano agressivo das metrópoles brasileiras. O que vemos ao redor, é o descaso pelo espaço público, afundado em mazelas sociais. Por isto, a frase derradeira de Cândido ainda nos ensina que para, “tornar a vida suportável”, devemos trabalhar. Ou seja, não basta contemplar o “jardim” da vida, há que se fazer um esforço físico, intelectual e artístico para tê-lo. André Venzon Título da obra JARDINS Artista HELENA D’ÁVILA (Porto Alegre/RS, 1961) assistente de produção: Carla Regina Volkart

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