47 Artista e graduando em Artes Visuais/UFRGS, desde 2011. Realiza exposições individuais desde 2012 e também tem participado de mostras coletivas no Acervo Independente, MACRS, Margs e no Museu dos Direitos Humanos do Mercosul. Exposições individuais: “Vontade de Ser Cachorro e Entrar Correndo no Galinheiro” (2014) na Galeria Iberê Camargo da Usina do Gasômetro, em Porto Alegre (RS); “Pintura Morta” (2013) no Espaço Ado Malagoli do Instituto de Artes da UFRGS, em Porto Alegre (RS). Exposições coletivas: “Através da Imagem: a fotografia como arte contemporânea” (2015) na Pinacoteca Barão de Santo Ângelo do IA/UFRGS, em Porto Alegre (RS); “Caro, cara: retratos correspondentes no acervo do MARGS e artistas convidados (2015), em Porto Alegre (RS); e “Fazendo Gênero” (2013), com a série “Criança”, no Museu de Arqueologia e Etnologia da UFSC, em Florianópolis (SC). Omuro é o horizonte que não vemos. Na intervenção de Marcelo Chardosim, omuro parece preservado em sua monumentalidade imóvel, não fosse a singela gravação da palavra “HORIZONTE”, que simboliza a ideia de futuro. Porém, tal sentimento é obstruído totalmente por esta barreira física e psicológica da cidade. O predomínio da cor branca nesta composição artística permite que a superfície do trabalho também seja alvo de pichações e outras intervenções contemporâneas. Se, por um lado, o artista não consegue derrubar o muro, ao grifar em sua parede aquilo que o mesmo não nos oferta, liberta-o conceitualmente da sua presença repressiva no cenário urbano. Isto ocorre na medida em que o público pode abstraí-lo tanto pela compreensão da ação do artista, quanto por uma reação expressiva diante deste limite arbitrário a que fomos impostos no passado e persiste no presente. André Venzon Título da obra HORIZONTE Artista MARCELO CHARDOSIM (Porto Alegre/RS, 1989) assistenteS de produção: Vagner Gomes, Vera Junqueira e Viviane Gomes

RkJQdWJsaXNoZXIy NjI4Mzk=