59 Ricardo Frantz é formado em Artes Plásticas (1990), com ênfase em Pintura, pelo Instituto de Artes da UFRGS. Entre suas principais exposições individuais estão: “Terra” (2014) na Casa de Cultura Percy Vargas de Abreu e Lima, Caxias do Sul (RS); “Eternos-Efêmeros” (2012) na Fundação Ecarta, Porto Alegre (RS). Coletivas: “Pintura: Modos de Usar” (2013) no MACRS, Porto Alegre (RS); “Distensões do Real” (2012) no Espaço Cultural Feevale, Novo Hamburgo (RS); Bienal B (2007) na Casa de Cultura Mario Quintana, Porto Alegre (RS); Remetente (1998) no Espaço Cultural da Universidade Luterana do Brasil, Porto Alegre (RS); “Projeto Antarctica Artes com a Folha (1996) no Ibirapuera, São Paulo (SP); e “Jovem Pintura Figurativa no Rio Grande do Sul” (1994) no MACRS, Porto Alegre (RS), entre outras. A obra de Ricardo Frantz é uma crítica à lógica da sociedade de consumo que polui o Guaíba. O artista nos revela o outro lado do muro, menos poético e mais ameaçador, como podemos descobrir pela caveira representando a morte, no centro da sua composição artística. Os canos que deságuam esgoto nas margens do lago até hoje são uma vergonhosa realidade, apesar dos inúmeros esforços empreendidos, públicos e privados, ao longo das últimas décadas, para a sua despoluição. Contudo, o elemento água pode ser visto, na obra, como um forte componente simbólico. Assim como o slogan do filme “O Rio”, do diretor malasiano Tsai Ming-Liang − “A vida é como um rio: quanto mais fundo vamos, mais sujos ficamos” − em “Água”, de Frantz, a sujeira inerte pode ser consequência das nossas vidas, que ainda estão mergulhadas numa profunda insensibilidade ambiental. André Venzon Título da obra ÁGUA Artista RICARDO FRANTZ (Caxias do Sul/RS, 1964)
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