71 O personagem Xadalu surge pela primeira vez em 2004, como uma forma de manifestação artística, trazendo luz ao tema da destruição da cultura indígena, abordando essa e outras causas sociais e ambientais. Xadalu está presente emmais de 60 países, atingindo todos os continentes, fazendo parte de um cenário mundial da arte urbana contemporânea, participando de exposições e diversos festivais de arte, com obras em acervos de museus do Rio Grande do Sul, sempre com foco na informação e conscientização dos temas abordados. O artista tem fortalecido sua relação com comunidades indígenas do estado do Rio Grande do Sul, sempre buscando formas de contribuição e apoio aos moradores das aldeias. Da mesma forma, está atento às demandas dos bairros periféricos, ministrando cursos e oficinas em escolas e comunidades. AartedeXadaluestádisseminadapelas ruasdanossametrópoleeao redor domundo. Emmeioa lugares abandonados e a poluição visual, explodem vibrantes, atrás de placas, esquinas, tapumes ou lixeiras, coloridos adesivos e cartazes que são seu testemunho, criativo e crítico, da presença e da importância do índio urbano entre nós. Artista cidadão, antes de tudo porque seu suporte é a cidade e sua arte portátil – poderíamos até chamá-la de arte à-porter – traz a questão do índio e seu lugar na sociedade globalizada, estampado nas suas obras emadesivos, cartazes e estêncil, que já derama volta aomundo e se tornaramparte do imaginário porto-alegrense. ÁREA INDÍGENA resgata a ideia domuro como espaço delimitador, mas também de protesto aos colonizadores que chegaram por vias náuticas e dos quais somos condescendentes. Comestegestoutópico, oartistademarca, deuma sóvez, o territóriodahistória pré-colombiana e da própria arte contemporânea que já reivindicou seu espaço neste Cais do Porto. André Venzon Título da obra ÁREA INDÍGENA Artista XADALU (Alegrete/RS, 1985)
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