Palco Giratório 2025
Palco Giratório Sesc/RS: 20 anos de circulação e a construção da memória das artes cênicas no Rio Grande do Sul , de Diego Ferreira (RS) , atravessa duas décadas do festival para pensar a circulação como gesto político: mais do que deslocar obras, trata-se de produzir memória, instaurar repertórios e disputar quais narrativas compõem a cena contemporânea. Entre o nacional e o local , Andressa Christiny do Carmo Batista (AC) observa o Palco Giratório como uma engrenagem complexa de articulação cultural, onde circulação, for- mação e permanência se entrelaçam, revelando o festival como espaço de conexão entre territórios e escalas distintas. Leonardo Florentino (RJ) , em Palco Giratório: curadoria, coletividade e confluências , aproxima o leitor dos bastidores da escolha: uma curadoria que se faz no atrito entre olhares, na escuta dos territórios e na construção coletiva de um retrato possível das artes cênicas brasileiras. Fragmentado e pulsante, Sidnei Cruz (RJ) escreve 12 toques em tom minúsculo... como quem convoca: o festival aparece como festa, rito e comunidade — um acontecimento que reinscreve a cidade como espaço de encontro, tensão e partilha. Em Momentos em que o teatro teatra, a experiência vivida ganha corpo no texto de Narciso Telles (MG) , que, ao revisitar o seminário e o festival, propõe o teatro como prá- tica que pensa a si mesma — um fazer que produz conhecimento no próprio ato de acon- tecer, no encontro entre artistas, público e mundo. Valmir Santos (SP) costura vozes, ideias e fricções em O sentido das ideias, a ideia dos sentidos , revelando o seminário como território de convivência onde diferenças não se anulam, mas tensionam e expandem as possibilidades do estar junto. No texto Teatro como Território de Futuros Possíveis , de Ivana Moura (PE) , o teatro emerge como espaço de resistência e invenção. Ao refletir sobre o seminário, a autora aponta para a urgência de reconstruir vínculos e imaginar futuros coletivos diante de um mundo que insiste em fragmentar. Fernando Yamamoto (RN), em Celebrar a festa coletiva! , retorna à experiência do tea- tro de grupo para afirmar sua potência no presente: em meio à lógica da dispersão, a continuidade dos processos coletivos se coloca como gesto político, insistência e cele- bração. Por fim, Thiago Pirajira (RS) desloca o olhar para uma leitura afrorreferenciada do festival – Entre territórios que se movem e corpos que lembram... – onde território, corpo e memória se entrelaçam. A cena surge como espaço de disputa e reinscrição, capaz de ativar temporalidades e saberes que persistem e se reinventam na escrita Boa leitura! página 10 página 16 página 22 página 26 página 32 página 46 página 64 página 76 página 80
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