51 BLOW, BLOW, THOU WINTER WIND Sopra, sopra, oh tu, vento invernal (Como gostais, ato II, cena 7) Sopra, sopra, oh tu, vento invernal Não és tão rude nem tão mau Quanto a humana ingratidão; Teu dente é menos incisivo, Porque teu rosto nunca é visto, Embora sopres num roldão. Hei, ho! Cantai, hei, ho Ao azevinho verdejante; Quase toda amizade é fingimento, E quase todo amor é delirante; Então, hei-ho, ao azevinho! Esta vida é alegre como o vinho. Recobre-te de gelo, ó céu amargo, Dói menos o teu golpe enregelado Do que o favor gentil quando é esquecido. Embora empedres águas, rios e mares, Teus fortes golpes têm menos maldade Do que um amigo mal-agradecido. Hei, ho! Cantai, hei, ho Ao azevinho verdejante; Quase toda amizade é fingimento, E quase todo amor é delirante; Então, hei-ho, ao azevinho! Esta vida é alegre como o vinho.
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