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11 EDUCA SESC 2017 EIXO TEMÁTICO: Educação PALAVRAS-CHAVES: assembleias escolares, cidadania, escola democrática, participação. O Projeto Habilidades de Estudo Sesc (PHE), que atende crianças de seis a 12 anos matriculadas do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental I, considera cidadania infantil a conquista de uma vida digna e saudável através das relações que a criança estabelece com o mundo a sua volta, amparada na democracia social. A ênfase do projeto é o desenvolvimento físico, psíquico, cognitivo e cultural para formar ideais e opiniões próprias. Desde a Roma antiga, a cidadania está ligada ao princípio de que as pessoas têm o direito de participar da vida política da sociedade. E como a educação influencia para a prática da cidadania? Segundo Machado (1997, p.106) “educar para a cidadania significa prover os indivíduos de instrumentos para a plena realização desta participação motivada e competente, desta simbiose entre interesses pessoais e sociais, desta disposição para sentir em si as dores do mundo”. As crianças convivem, durante boa parte de seu dia, com valores, crenças, desejos, histórias e culturas diferentes. Ao contrário de tentar homogeneizá- las e eliminar as diferenças e os conflitos, cabe promover o desenvolvimento das capacidades dialógicas e os valores de não violência, respeito, justiça, democracia, solidariedade, entre outros. O sistematizador das Assembleias Escolares foi o pedagogo Celestin Freinet (1896-1966), sendo ele também expoente da Escola Nova (anticonservadora) e protagonista na conceituação das escolas democráticas. A princípio, as Assembleias Escolares eram chamadas de Conselho de Cooperativa ou Conselho de Classe. Para Freinet, “a democracia de amanhã prepara-se na democracia da escola”. De acordo com Puig: As assembléias são o momento institucional da palavra e do diálogo. O momento em que o coletivo se reúne para refletir, tomar consciência de si mesmo e transformar tudo aquilo que os seus membros consideram oportuno. É um momento organizado para que alunos e alunas, professores e professoras possam falar das questões que lhes pareçam pertinentes para melhorar o trabalho e a convivência escolar (PUIG, 2000). A assembleia escolar como desenvolvedora do protagonismo e da autonomia infantil POR ANY SHEILA MADEIRA E LETÍCIA ZABOT Abertura dos registros das sugestões, felicitações, críticas e discussões realizadas pelas crianças Fotos: Any Sheila Madeira e Letícia Zabot

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