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EDUCA SESC 18 2017 RESUMO Este texto tem por objetivo apresentar reflexões acerca das brincadeiras e jogos na educação, relacionando experiências significativas para o desenvolvimento da criança. A vivência e a experiência com as brincadeiras servem de elo entre a relação do indivíduo com o interior e a realidade externa. Foram utilizados dois procedimentos metodológicos: primeiramente, a abordagem dedutiva, que parte de teorias e leis com princípios universais e previamente aceitos para a elaboração de conclusões sobre fenômenos universais ou particulares; o segundo procedimento se refere ao tipo de pesquisa adotada, nesse caso, a pesquisa indireta, com a utilização de informações, conhecimentos e dados já coletados por outras pessoas e demonstrados de diversas formas. Considera-se que o brincar é um ato de diversão com enorme dimensão simbólica e regido por regras simples. É também um ato fundamental para o desenvolvimento integral das crianças a partir do seu nascimento, bem como meio essencial para a interação do sujeito com experiências significativas na educação. EIXO TEMÁTICO: Educação PALAVRAS-CHAVE: educação, lúdico, brincadeira. INTRODUÇÃO Ao se falar sobre educação é preciso centralizar, inicialmente, as conversas na criança e na infância. E então lançar um olhar destemido e atual sobre esta“nova criança”e suas características específicas e, sobretudo, sobre suas formas de brincar e de aprender, tanto nos espaços de educação não formal quanto na educação formal. Das crianças que produziam pequenos adultos, nos anos 1950, encontra-se hoje as crianças ativas, opiniáticas e críticas. Esta criança não se contenta em ser um espectador social e procura, desde cedo, o seu lugar de agente. Esse caráter questionador que marca a nova geração demonstra um alto grau de criatividade, que norteia o seu senso crítico, de acordo com Haetinger (2013). Interação e criatividade são termos fundamentais para uma intervenção educacional sistematizada do conhecimento aos pequenos. Criatividade no que tange à capacidade criadora e inventiva capaz de gerar novas ideias e ações; e interação na medida em que o sujeito se relaciona de diversas formas e com intensidades variadas com o meio (SILVA; ARAUJO, 2017). A criança que não compartimenta mais os conhecimentos, que busca de forma não linear sua relação com os conteúdos de seu interesse e cria um novo modo de agir frente aos desafios, passa a ser um sujeito multifacetado em sua essência (HAETINGER, 2013). Este texto tem por objetivo apresentar reflexões acerca das brincadeiras e jogos na educação, relacionando experiências significativas para o desenvolvimento da criança. O BRINCAR E A EDUCAÇÃO Para entender o mundo da criança é preciso estudar o jogo e a infância. Essa íntima relação apresenta valores significativos para uma formação e desenvolvimento integral –motor, afetivo-social e psíquico. Pensar e agir com foco na totalidade do sujeito é garantir não somente algo intencionado para uma formação do corpo, mas também algo que seja relevante para sua respectiva formação crítica, criativa e lúdica (SILVA; POZZI, 2014). O processo de desenvolvimento depende da harmonia entre os aspectos psicomotores, cognitivos e afetivos para que o crescimento, a experiência, a adaptação e a maturação aconteçam sempre de forma completa e elaborada (HAETINGER, 2013). As interações são a base para o crescimento de comunidades com interesses e aprendizagens comuns. A pesquisa e a autoaprendizagem favorecem a criação das comunidades que são impulsionadas pela necessidade da troca e convívio, seja no meio físico ou etéreo. Os educadores então devem fomentar a busca de soluções individuais e coletivas ao mesmo tempo, favorecendo a cooperação e a integração entre indivíduo/ sociedade/espécie humana (HAETINGER, 2013). A fim de estabelecer possibilidades reais de desenvolvimento integral na infância, jogos e brincadeiras são utilizados como ferramentas cujos benefícios levam a uma aprendizagem certamente mais significativa. O homemmais primitivo tinha em suas experiências os jogos e brincadeiras, o que prova que a ludicidade é essencial para o ser humano. O lúdico acompanha a vida de todas as pessoas, desde o nascimento até a velhice. As ações lúdicas, por meio dos jogos e brincadeiras, são essenciais para a descoberta de ummundo existente no imaginário e na realidade de cada indivíduo, possibilitando uma vivência única, exclusiva e inédita, o que favorece o desenvolvimento humano daqueles que brincam, segundo Silva e Pines Junior (2013). O jogo é a ação mais essencial na educação. Seus conceitos e definições são vastos. Não é nossa intenção limitar o conhecimento sobre o jogo apenas com as reflexões deste texto, entretanto, será possível comentar a sua importância na escola, como instrumento para ativar novas experiências que favorecerão o desenvolvimento integral do sujeito – motor, cognitivo e psicomotor. Desde os primeiros anos de vida, os jogos e as brincadeiras são nossos mediadores na relação com as coisas do mundo. Do chocalho ao videogame, aprendemos a nos relacionar com o mundo através deles. Por este motivo, têm um papel de destaque na educação, pois são a base do desenvolvimento cognitivo e afetivo do ser humano (HAETINGER, 2013). A breve reflexão sobre o desenvolvimento histórico dos jogos e brincadeiras permite compreender a evolução até os dias de hoje. Durante o século XX, os atos de brincar e jogar passaram por mudanças O jogo, a brincadeira e a educação ALIPIO RODRIGUES PINES JUNIOR E TIAGO AQUINO DA COSTA E SILVA (PAÇOCA)

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