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EDUCA SESC 22 2017 METODOLOGIA O trabalho é orientado por um relato de experiência. A pesquisa foi realizada em uma escola de Educação Infantil da rede privada do Estado do Rio Grande do Sul, no período de um mês. Os sujeitos foram 15 alunos de cinco e seis anos, dos gêneros masculino e feminino. Inicialmente, foi feito um levantamento de conhecimentos prévios com as crianças, uma conversa sobre números, onde elas poderiam encontrá-los e para que eles servem. Em seguida, foram divididas por faixa etária a fim de se obter melhores resultados. Para coleta de dados, foram utilizadas atividades que nortearam o tema em ação. Foram realizados jogos simbólicos (desenvolvimento da imaginação e da fantasia), jogo de regras (com objetivos claros a serem alcançados) e brincadeiras lúdicas corporais. A escolha das atividades ocorreu a partir da necessidade de se trabalhar noções numéricas, contagem, sequência, percepção espacial, discriminação visual, raciocínio lógico, noções de forma e tamanho. Procurou-se propor atividades que alunos desenvolvessem de modo independente, por iniciativa própria. Os trabalhos previstos nessa pesquisa nos levam a prever as possibilidades de cada aluno, permitindo a compreensão de seu próprio processo de aprendizagem e desenvolvendo sua autonomia para continuar a crescer. RESULTADOS E DISCUSSÕES A partir das atividades desenvolvidas foi possível perceber que 100% das crianças ficaram envolvidas com os jogos e brincadeiras. Elas foram colocadas diante de desafios e problemas e procuraram encontrar soluções para as situações por meio da manifestação corporal e verbal. Verificou-se nas atividades a satisfação que as crianças sentiram na realização dos desafios propostos, que noções ou ideias estão construindo enquanto interagem umas com as outras no momento da execução dos jogos. Para assimilar o que era feito, no final de cada atividade, os alunos faziam um relato oral de como realizaram o jogo e o que aprenderam. CONSIDERAÇÕES FINAIS A interação entre os alunos, a socialização de ideias e a troca de informações são elementos indispensáveis em todas as fases de escolaridade. Valorização e discussão do raciocínio, das soluções e os questionamentos dos alunos devem ser preocupações do professor de Educação Infantil. Durante as atividades, foi visível o desenvolvimento da aprendizagem das crianças na realização dos desafios estabelecidos, as noções ou ideias que construíram na interação com os demais participantes durante a execução das brincadeiras e o progresso no reconhecimento de regras. Portanto, além dos jogos favorecerem o raciocínio lógico, enquanto brinca, a criança pode ser incentivada a iniciar a aprendizagem de conteúdos relacionados ao desenvolvimento do pensar aritmético. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANTUNES, Celso. O Jogo e a Educação Infantil: falar e dizer/ olhar e ver/ escutar e ouvir. Vozes: Petrópolis, 2003. FERNÁNDEZ, Alicia. O Saber em Jogo – A psicopedagogia propiciando autorias de pensamento. (trad.) Neusa KernHickel. Porto Alegre: Artmed, 2001 KAMII, Constance. RHETA, Devries. Jogos na Educação Infantil: implicações da teoria de Piaget. Porto Alegre: Artmed, 2009. PIAGET, Jean. A Formação do Símbolo na Criança. Rio de Janeiro: Zahar, 1975. SMITH, Corinne. STRICK, Lisa. Dificuldades de Aprendizagem de A a Z. Porto Alegre: Artmed, 2001. SMOLE, Diniz e Candido. Brincadeiras Infantis nas Aulas de Matemática –Matemática de 0 a 6. Porto Alegre: Artmed, 2000. TAISE AGOSTINI Psicopedagoga clínica/institucional e neuropsicopedagoga/ educação inclusiva, faz mestrado em Educação. [taiseagostini@yahoo.com.br ]
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