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25 EDUCA SESC 2017 A cada momento, um novo personagem era analisado, pesquisado e ganhava sua história, que as crianças liam incansavelmente. Quanto mais maneiras diferentes uma criança encontrar para enxergar uma situação desagradável, e quanto mais ela for capaz de manipular e dispersar suas emoções mais devastadoras, mais forte se sentirá. Quanto mais forte se sentir, mais confiante será e menos agirá baseada em medo e ansiedade, e mais fácil será, para ela, assumir o controle de sua vida e seu comportamento (JONES, p.73). Não demorou a percepção de que as crianças estavam transformando muitos elementos em monstruosidades, letras, desenhos, jogos. Criar monstros se tornou um prazer e muitos recursos foram explorados nessa perspectiva: massa, argila, recortes, formas geométricas, melecas, fantasias, pinturas, nada passava despercebido, tudo virava monstro. Quando todos os personagens criados ganharam uma história, as crianças se propuseram a estruturar um livro de monstruosidades, o que exigiu outras pesquisas. Novamente, foram as assembleias que determinaram o caminho a seguir: pesquisa em livros para estudar estrutura, detalhes como número nas páginas, título, autores. Pronto, tinham seu próprio livro de monstruosidades. Trabalho realizado a partir do livro Monstruosidades, de Elias José, levou as crianças à reflexão sobre suas atitudes

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