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41 EDUCA SESC 2017 REFERENCIAL TEÓRICO A capacidade de mobilização e desempenho dos ativos intangíveis tornou-se muito mais decisiva do que investir e gerenciar ativos físicos tangíveis no momento de avaliar a performance das empresas e das pessoas que integram equipes de trabalho. Reis apud Aleixo (2003) enfatiza que o ambiente nesta nova era, tanto no setor industrial quanto no de serviços, exige novas habilidades e formas de gestão para assegurar o sucesso nos processos. Objetivos compartilhados por um grupo de pessoas criam um sentimento de coletividade que permeia a organização e abrem espaço para a coerência, tornando as pessoas mais aptas a se empenharem em grandes desafios. Os objetivos comuns têm como base os objetivos pessoais. Só as pessoas que traçam objetivos pessoais são capazes de comprometer-se com objetivos comuns. Daí a importância de se estimular o conhecimento e lapidar os modelos mentais, de forma que as pessoas percebam a importância dos objetivos comuns para a organização (CERQUEIRA, 1996). Por meio do trabalho em equipe, as organizações utilizam métodos de controle da qualidade para solucionar problemas e garantir o cumprimento de padrões operacionais. Analisam os problemas, sugerem, implantam e acompanham os desdobramentos e as soluções. São grupos que constantemente buscam a melhoria da qualidade, da produtividade, dos produtos, dos insumos, dos processos, das condições ambientais, da segurança, tudo em prol da sobrevivência nas organizações (SOUZA, 1996). Para Stewart (1998), o conhecimento está diretamente relacionado às experiências e ao aprendizado constante Por isso, sua essência encontra-se nas pessoas e só através delas é que o conhecimento pode ser criado. O que proporciona uma vantagem competitiva para as empresas é a soma do conhecimento de todas as pessoas que nela estão inseridas e a capacidade de disseminação e aplicação desse conhecimento, através das equipes, na melhoria de processos dentro da estrutura organizacional. Katzenbach apud Cruz (2002) define equipes como unidades flexíveis que constituem um importante elemento no alinhamento da estrutura organizacional. Para Robbins & Finley apud Cruz (2002), as equipes aumentam a produtividade, melhoram a comunicação, realizam tarefas que grupos comuns não podem fazer, usam melhor os recursos, são mais criativas na resolução de problemas, tomam decisões de alta qualidade, resultam em melhores serviços e atividade a melhoria contínua, buscando uma atuação ética e transparente com todos os públicos com os quais se relaciona. Voltado para o desenvolvimento sustentável da sociedade, busca preservar recursos ambientais e culturais para as gerações futuras, respeitando a diversidade e promovendo a redução das desigualdades sociais. O desenvolvimento educativo deste grupo tem como objetivo formar a consciência dos cidadãos e transformar-se em filosofia de vida, de modo a promover a adoção de comportamentos que levem em consideração a ciência dos recursos e processos ambientais, assim transformando a teoria em prática. É necessário que o convívio do homem com o equilíbrio natural siga regras claras que considerem e respeitem a disponibilidade e a vulnerabilidade da natureza. Essas regras de convivência que definem os padrões comportamentais são as leis, que não são suficientes para a preservação da natureza. Antes é preciso um processo de construção, baseado na Educação Ambiental como ponto de partida. apresentam processos melhorados e diferenciam enquanto integram. Considera-se como protagonista do seu processo de aprendizagem o sujeito que interage ativamente com o meio em que está inserido e entende a educação como um processo interativo contínuo de reflexão/ação, que pode ocorrer mediante desafios nos quais os envolvidos construirão estratégias para as suas resoluções. METODOLOGIA Atualmente, o Sesc possui aproximadamente 80 pessoas no Grupo de Facilitadores Socioambientais. Estes profissionais, de diversas funções, são alocados nas 43 Unidades Operacionais, 21 Unidades Sesc/Senac e 14 Áreas do Departamento Regional. A construção deste grupo leva em consideração a diversidade de formação, nível de entendimento, habilidade interpessoal e propósito de cada um com a sustentabilidade. Nesse sentido, é importante destacar a classificação de equipes proposta por Parker apud Cruz (2002): As equipes funcionais , formadas por um chefe e seus subordinados diretos com funções semelhantes representam o tipo clássico de equipe na maioria dos organogramas de empresas. Com autonomia para gerenciar todo um processo de trabalho de implementação de soluções, as equipes auto gerenciáveis assumem responsabilidade total pelos seus atos e são dotadas de empowerment . Já as equipes interfuncionais são constituídas de funcionários de diferentes áreas de trabalho e de diversos níveis hierárquicos, cujos esforços compartilhados são necessários para o atingimento do objetivo da organização. O autor vê essas equipes como um meio eficaz de permitir que pessoas de diversas áreas, culturas e estilos troquem informações, solucionem problemas e coordenem projetos. As equipes interfuncionais, quando são auto gerenciáveis em suas ações, produzem ótimos resultados. No Sesc, o Grupo de Facilitadores Socioambientais é classificado hibridamente como equipe auto gerenciável e interfuncional, isto é, o facilitador, juntamente com sua gerência da UO/Área, tem a autonomia de realização das atividades. Além disso, é um grupo formado por diversas funções, com a coordenação da corporação. O gerenciamento deste grupo segue o modelo dos Critérios de Excelência em Gestão, que tem como objetivo integrar ao fluxo de cada processo Oqueproporciona uma vantagem competitiva para as empresas é a soma do conhecimento de todas as pessoas que nela estão inseridas e a capacidade de disseminação e aplicação dele.

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