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EDUCA SESC 32 2018 A leitura facilita a compreensão dos conteúdos estabelecidos, trazendo benefícios para toda a comunidade escolar, pois quanto maior for o entendimento e conhecimento, mais poderá o professor avançar e aguçar a curiosidade dos alunos para que busquem as suas respostas nos livros como ferramentas de pesquisa. Assim, o professor deverá ser capaz de escolher livros de acordo com os interesses do leitor, disponibilizar vários gêneros de leitura, conhecer os temas preferidos e o nível de desenvolvimento e contexto social da criança com a qual trabalha. Conforme Bamberger (2000, p. 42), “a falta de adequação entre a obra e o interesse do aluno poderá acabar com a motivação do pequeno leitor”. Com essa ideologia na prática pedagógica, os professores poderão propor alternativas de promoção de leitura, despertando o interesse e a vontade de ler por parte dos alunos. Iniciativas como hora do conto, teatro com participação dos alunos, leitura de histórias em quadrinhos, interpretações de músicas, trabalho com jornais e revistas, exploração de receitas culinárias, cantinho da leitura, trabalho com rimas e poesias, visitas constantes à biblioteca e feiras do livro são exemplos de atividades de incentivo à leitura. Por outro lado, é em casa, ou deveria ser, que se estimula o primeiro contato da criança com a leitura, ainda antes da escola. É a família quem deveria apresentar e cultivar o hábito de ler. A criança que ouve histórias desde cedo, que tem contato direto com livros e que seja estimulada, terá um desenvolvimento favorável ao seu vocabulário, bem como o hábito de ler (BAMBERGUER, 2000, p.71). Logo, quando o incentivo à leitura se dá desde os primeiros anos de vida, fase em que os bebês já demonstram seu interesse pelas histórias, batendo palmas, sorrindo, sentindo medo ou imitando algum personagem, são grandes as chances da criança desenvolver o hábito da leitura e descobrir o prazer que ela proporciona. Conforme Silva (1991, p.57), “bons livros poderão ser presentes e grandes fontes de prazer e conhecimento. Descobrir estes sentimentos desde bebezinhos poderá ser uma excelente conquista para toda a vida”. Além disso, outro fato relevante é o vínculo afetivo que se estabelece entre o contador das histórias e a criança. Contar e ouvir uma história aconchegado a quem se ama é compartilhar uma experiência prazerosa, na descoberta do mundo das histórias e dos livros. Portanto, tornar o livro um objeto “amigo”, oportunizando o contato com o belo, com o
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