educaSesc

35 EDUCA SESC 2018 de cinco estudos diferentes estarem acontecendo, todos manifestavam opinião sobre os assuntos. As trocas aconteciam naturalmente, por meio das informações que chamavammais a atenção, ou por algo registrado nos painéis. Marcando este período, realizamos uma exposição para as crianças mostrarem e falarem aos seus familiares e colegas de toda escola sobre os assuntos pesquisados e estudados. Destaco que, mesmo quando não eram os protagonistas do estudo, tinham conhecimento e propriedade de todos os assuntos trabalhados. Por fim, quando reflito nas palavras de Rinaldi (2014, p.149), vejo que o nosso tempo é de transição, e a nossa geração é transiente. Nossa tarefa é viver uma“temporada de projetos”, na qual é impossível utilizar os velhos parâmetros e valores pedagógicos, arquitetônicos, éticos, sociais e educacionais e na qual, assim, torna- se essencial aventurar-se no novo e fazer planos para futuros reais. Embora seja, com certeza, um momento de potencial desorientação e confusão, de incertezas muito difusas e de contradições, é também ummomento emocionante, rico de possibilidades. Posso dizer que vivenciar o estudo desses assuntos simultaneamente é desafiador, mas ao mesmo tempo uma experiência rica de possibilidades. É perceber e sentir o quanto as crianças são potentes, são capazes, sabem e precisam ser protagonistas de suas escolhas. Me desafiar, ou melhor, me permitir e também, em alguns momentos, me policiar, para que eu como“adulto”não interferisse no raciocínio ou nas hipóteses das crianças me fez refletir sobre a minha postura como educadora. As pesquisas e trocas de informações tiveram como temas: bergamotas; nozes; o que rola e não rola; medidas e tipos de medidas; galinhas (enquanto acompanhamos o crescimento dos pintos Café e Leite). Essa experiência certamente enriqueceu a minha prática e, com certeza, proporcionou às crianças uma experiência única, de descoberta, de pesquisa e de protagonismo. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BARBOSA, Maria Carmen Silveira; HORN, Maria da Graça Souza. Projetos Pedagógicos na Educação Infantil. Porto Alegre: Artmed, 2008. RINALDI, Carla. Diálogo com Reggio Emilia: escutar, investigar e aprender (tradução Vania Cury). 2ª Ed. São Paulo: Paz e Terra, 2014. SESC. Proposta Pedagógica [da] Educação Infantil. Rio de Janeiro: Sesc, Departamento Nacional, 2015. MELLO, Suely Amaral; BARBOSA, Maria Carmem Silveira; FARIA, Ana Lúcia Goulart de (Orgs.) Documentação Pedagógica: teoria e prática. São Carlos: Pedro & João Editores, 2017. É perceber e sentir o quanto as crianças são potentes, são capazes, sabem e precisam ser protagonistas de suas escolhas. RÚBIAN CÂNDIDA GLIENKE, graduada em Pedagogia – Magistério da Educação Infantil e das Séries Iniciais do Ensino Fundamental, habilitação para Educação Especial pela Unisinos; pós-graduada em Gestão Educacional pela Ulbra. É instrutora pedagógica na Escola de Educação Infantil Sesquinho Ijuí/RS. [rcandida@sesc-rs.com.br ]

RkJQdWJsaXNoZXIy NjI4Mzk=