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45 EDUCA SESC 2018 METODOLOGIA O programa foi composto de oficinas sequenciais de, no máximo, 25 trabalhadores, nas quais foram trabalhados os temas: ciclo de vida; envelhecimento nos aspectos biológicos, psicológicos e sociais; os sentidos do trabalho; redes de apoio familiar e social; aspectos legais e planejamento financeiro envolvidos nos projetos de vida (FRANÇA et al, 2013; FRANÇA, SOARES, 2009; BEAUVOIR, 1990). As oficinas foram organizadas em palestras dialogadas e atividades de grupo para subsidiar a reflexão sobre os temas (MEYER, VASCONCELOS, 2013; NESPOLI, 2013). RESULTADOS Durante o ano de 2017 foram realizadas seis oficinas, com o total de 130 participações. Em 2018 já foram realizadas sete oficinas, com 175 participantes. Nas avaliações dos encontros, os trabalhadores explicitaram que o vínculo institucional foi responsável por diversos aspectos de suas vidas, como o reconhecimento pelo trabalho, o estabelecimento de relações sociais e a segurança financeira. No entanto, também foi responsável pelo desgaste no trabalho e pelo desejo de se aposentar, com a expectativa de dispor de tempo livre. A atividade de educação foi valorizada pelos trabalhadores, que avaliaram a metodologia como potente para a reflexão sobre as temáticas. Confirmou-se que a atividade introdutória do Programa foi importante para dirimir resistências, dúvidas e possíveis confusões com outros temas institucionais. DISCUSSÃO O envelhecimento populacional traz uma série de consequências e desafios para a sociedade. Isso faz com que sejam necessárias mudanças na conduta social, política e econômica (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE, 2005). Frente a essa realidade, o GHC, a partir do Programa de Preparação para Aposentadoria, possibilitou aos trabalhadores oportunidade de reflexão-discussão-ação acerca do processo de envelhecimento e da aposentadoria. Aos participantes das oficinas foi possível realizar uma análise do seu processo de viver e envelhecer, constituindo-se, assim, não apenas num projeto para os mais velhos, mas também num projeto em que cada um é chamado a refletir sobre o sentido da vida na velhice. Atualmente o programa foi incluído no plano pedagógico da GTED/GRH, com o nome Programa de Preparação para Aposentadoria: encontros com a vida. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais. Caderno de práticas de gestão de pessoas das empresas estatais federais. Brasília: Ministério da Saúde/DF, 2016. 113p BRASIL. Ministério da Saúde. Grupo Hospitalar Conceição. Integração e Acolhimento: caderno de orientações. Porto Alegre, 2018. BEAUVOIR, Simone de. A Velhice. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1990. FRANÇA, Lucia Helena de Freitas Pinho et al. Aposentar-se ou continuar trabalhando: o que influencia essa decisão? Psicologia: Ciência e Profissão, Brasília/DF, v.33, n.3, p.548-563, 2013. FRANÇA, Lucia Helena de Freitas; SOARES, Dulce Helena Penna. Preparação para a aposentadoria como parte da Educação ao longo da vida. Psicologia: Ciência e Profissão, Brasília/DF, v.29, n.4, p.738-751, 2009. GASPERIN, Carolina. Programa encontros com a vida: profissionais da saúde e a aposentadoria. 2016. 39f. Projeto de Intervenção (Curso de Especialização em Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde) – Escola de Saúde Pública do Rio Grande do Sul, Fundação Osvaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde Pública, Porto Alegre, 2016. GOMES, Ângela. Programa encontros com a vida: profissionais da saúde e a educação para o envelhecimento. 2016. 40f. Projeto de Intervenção (Curso de Especialização em Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde) – Escola de Saúde Pública do Rio Grande do Sul, Fundação Osvaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde Pública, Porto Alegre, 2016. MEYER, Dagmar Estermann; FÉLIX Jeane; VASCONCELOS, Michele de Freitas Faria de. Por uma educação que se movimente como maré e inunde os cotidianos de serviços de saúde. Interface, Botucatu, v.17, n.47, p. 859-71, 2013. NESPOLI, Grasiele. Os domínios da tecnologia educacional no campo da saúde. Interface, Botucatu, v.17, n.47, p.873-884, out./dez. 2013. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Envelhecimento ativo: uma política de saúde. Brasil, 2005. SCHWARTZ, Yves. Conhecer e estudar o trabalho. Trabalho e Educação, Belo Horizonte, v.24, n.3, p. 83-89, set-dez. 2015a. ÂNGELA GOMES Graduada em Educação Física, mestre em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Técnico em Educação do Grupo Hospitalar Conceição (GRH). [angelag@ghc.com.br ] CAROLINA GASPERIN Psicóloga, mestranda em Avaliação e Produção de Tecnologias para o Sistema Único de Saúde (SUS) pela Escola GHC. Psicóloga do Grupo Hospitalar Conceição (GRH). [gcarolina@ghc.com.br ] EDENILSON BOMFIM DA SILVA Sociólogo, mestre em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Técnico em Educação e coordenador da Equipe da Gestão do Trabalho, Educação e Desenvolvimento do GRH. [edenilson@ghc.com.br ] LÍVIA RAMALHO ARSEGO Assistente Social, doutora em Serviço Social (PUCRS). Atua na coordenação da Equipe da Gestão do Trabalho, Educação e Desenvolvimento do GRH. [rlivia@ghc.com.br ] O envelhecimento populacional traz uma série de consequências e desafios para a sociedade. Isso faz comque sejamnecessárias mudanças na conduta social, política e econômica.

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