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EDUCA SESC 46 2018 POR ANY SHEILA MADEIRA E LETÍCIA ZABOT EIXO TEMÁTICO: sustentabilidade. PALAVRAS-CHAVE: educação socioambiental, educação cultural, ambiente. INTRODUÇÃO O Projeto Habilidades de Estudo (PHE) é oferecido pelo Sesc para crianças de seis a 12 anos, regularmente matriculadas do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental I. O caráter inovador da proposta considera cidadania social, ambiental e cultural como aquisição de relações da criança com o mundo a sua volta. Relações estas amparadas na diversidade local, no caso, o município de Erechim/RS, formando e desenvolvendo aspectos das sociedades humanas no tempo e no espaço, na cultura e na sociedade. O conjunto de valores e ações correspondentes aos processos comunicativos ambientais, apontados pelo diálogo, pela participação e pelo trabalho coletivo, marca questões sociais, culturais e ambientais, que são indissociáveis no fazer-pensar dos atos educativos e explicam o termo socioambiental. Foca-se no“como”se gera os saberes e“o que”se aprende na produção cultural, na interação social e com a natureza. A interação entre a prática educativa e os ambientes naturais apresenta potencialidades para a busca das relações sociais e para o contínuo melhoramento da relação homem-natureza. A promoção e a intensificação das relações entre os seres humanos e os ambientes naturais – entendendo-os como espaços educadores – desenvolverá e restaurará a consciência sobre as diversas responsabilidades e promoverá o cuidado com todas as vidas. REFERENCIAL TEÓRICO O surgimento da proposta da educação socioambiental abrange diferentes segmentos da sociedade para uma transformação de valores e hábitos, com objetivo de aproximar educação e sustentabilidade. De acordo com Pereira: Cuidar de si, cuidar do outro, cuidar do seu ambiente, cuidar de sua casa, de sua rua, de sua cidade, de seu país e do seu planeta se aprende através de gestos simples que são iniciados no cotidiano da infância, quando a criança convive num espaço onde esse cuidado acontece de verdade... (PEREIRA, 2013). Viver experiências em ambientes naturais e aprender sobre a diversidade cultural conduz o indivíduo ao encantamento, que é o alicerce para o conhecimento, pois contribui para o equilíbrio emocional e intelectual, incentivando a participação de movimentos sociais transformadores. Nesse contexto, compreendendo o âmbito educacional como mediador de potenciais, propõe- se uma revisão da estrutura clássica de educação e difusão de conhecimentos, desenvolvendo os indivíduos, educando e educador. Os valores da sociedade são transferidos de geração para geração e se constroem em vivências individuais e coletivas, vinculando este processo às formações conscientes e reflexivas de se ensinar o que, de fato, se conhece. O exemplo é o elemento insubstituível e determinante na formação de atitude nesse período de desenvolvimento das crianças para uma educação que se destina a criar seres comprometidos com a construção de sua humanidade. É preciso que os adultos que se relacionam com a criança, pais ou educadores estejam vivendo em consonância com os valores que desejam reconhecer em seus filhos ou alunos (PEREIRA, 2013). As esferas social, política, econômica, ética e cultural, que sofrem as consequências da atual crise ambiental, precisam se basear em um paradigma novo, voltado ao desenvolvimento humano, que forme cidadãos comprometidos com as diversas formas de vida. Assim, os conceitos de conservação, sustentabilidade e performance crítica estarão presentes nos ambientes físicos e sociais. A estrutura tradicional e a fragmentação da sociedade degradam a aquisição de conhecimento e a promoção da diversidade cultural e histórica da sociedade. Por isso, conceitos como Educação Ambiental e Educação Cultural têm sido adotados como ações capazes de contribuir na transformação do padrão. Segundo Medeiros (2017, p.39), “a Educação Ambiental serve para educar e conscientizar as pessoas quanto às questões de preservação da natureza, buscando, dessa forma, formar cidadãos preocupados com o meio ambiente e com a construção de valores sociais e desenvolvimento de formas conscientes de crescimento da sociedade”. ENCANTAMENTO COMO BASE DO CONHECIMENTO SOCIOAMBIENTAL E CULTURAL
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