educaSesc#3
31 EDUCA SESC 2019 de ajudar os discentes quanto à compreensão, aprendizado e aplicabilidade dos conhecimentos adquiridos em sala de aula na prática cotidiana. Notou-se que a professora de Ciências do Anísio Cotrim Fernandes busca estar sempre fazendo contextualizações com o cotidiano dos alunos, possibilitando-os a uma melhor compreensão e aprendizado dos conteúdos. Isso permite aos discentes participarem e terem curiosidades nas aulas, encurtando assim as distâncias causadas pelas deficiências educacionais que impossibilitam a construção do conhecimento. Nesse sentido, “para ensinar, o professor deve ser capaz de assimilar uma tradição pedagógica que se manifesta através de hábitos, rotinas e truques do ofício; deve possuir uma competência cultural oriunda da cultura comum e dos saberes cotidianos que partilha com seus alunos” (TARDIF, 2005, p. 178). O docente consegue cumprir seu papel de figura facilitadora do aprendizado e transmissor de informações essenciais e necessárias para o processo de aprendizagem. Quanto à sala de aula do estágio, esta é composta por 40 alunos, a maioria sendo da zona rural, pertencente ao distrito de Morrinhos. Oriundos de famílias de classe média baixa, mais de 50% da turma possui alguma dificuldade nas disciplinas de exatas (fator evidenciado durante o período do estágio), tornando isso um desafio para o professor de Ciências, uma vez que nas séries de nono ano se explica conteúdos de Química e Física que, muitas vezes, envolve cálculos. Libâneo (2013) corrobora que o ensino é a ponte de superação do fracasso escolar, cabendo tornar os conteúdos acessíveis com significado próximo da realidade do aluno, ou seja, buscando formas que permitam aos discentes procurarem em suas capacidades mentais e seus raciocínios, uma assimilação coerente dos saberes científicos a partir do conhecimento comum. Para o cumprimento de nota na disciplina de Ciências, os alunos apresentaram um trabalho, o qual acompanhou-se assistindo às apresentações. A temática fazia referência a um conteúdo de Física: Fontes de energia, com grupos de quatro alunos falando sobre uma fonte específica de energia; e apresentando seu significado, funcionamento, vantagens e desvantagens. Como auxílio na explicação, alguns ainda trouxeram slides, vídeos e curiosidades. Após algumas observações da sala como um todo, atuou-se como docente, compartilhando informações sobre um conteúdo de Física: Tipos de Energia –Mecânica; Cinética; Potencial Gravitacional e Elástica. Para isso, montou-se um plano de atividade contendo objetivos, métodos de ensino- aprendizado e quais atividades seriam desenvolvidas. Diante disso, pediu-se algumas dicas ao professor de física da graduação, que indicou um site da Universidade Estadual Paulista (UNESP) campus Bauru, contendo vários experimentos simples realizados com materiais alternativos, de fácil linguagem e compreensão. Isso foi importante, pois o laboratório de ciências da escola carece de equipamentos e a aplicação foi compreendida com maior facilidade. Cardoso orienta que “Não há a necessidade de laboratório e materiais sofisticados para a realização de muitas experimentações, [...] podemos utilizar materiais alternativos na ausência do ideal. Diante disso, os professores devem buscar estas atividades experimentais, pois estas ativam de forma significativa a curiosidade do estudante, conduzindo-o a comprometer-se com seu aprendizado”(CARDOSO 2013, p.11). A sala foi organizada em um círculo, visando a visualização dos experimentos por parte de todos e todas. Em seguida, apresentou-se o experimento da “Conversação de Energia I”, sobre energia mecânica, intercalando a teoria e a prática. Depois foi a vez do experimento “Bate e Volta”, sobre energia cinética, e, da mesma forma, foram feitas relações com o cotidiano do aluno. Por último, utilizou-se um elástico de roupa como exemplo de energia potencial elástica, explicando seu funcionamento. Terminou-se as contribuições com um mini dominó adaptado, produzido pelo licenciando, semelhante ao apresentado pela professora da disciplina de Práticas Pedagógicas IV, do curso de Licenciatura em Química, com temática voltada ao ensino inclusivo. Trazer o aluno para uma concretude dos conteúdos, fazendo-o enxergar e entender os processos simples que acontecem no dia a dia, a partir da experimentação, deixa-o mais entusiasmado e com curiosidade aguçada, o que é bom, pois tanto o aprender como o ensinar se tornam prazerosos. Além da experiência como docente na sala de aula pelo estágio supervisionado, deu-se sugestões de atividades e dicas para a dinâmica das aulas, apesar da professora de ciências sempre trazer métodos e experimentos que contribuíam para o aprendizado dos alunos. Dessa forma, os saberes construídos durante as aulas de formação docente Trazer o aluno para uma concretude dos conteúdos, fazendo-o enxergar e entender os processos simples que acontecem no dia a dia, a partir da experimentação, deixa-o mais entusiasmado e com curiosidade aguçada.
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