26 URBE #5 intermitências URBANAS Os laboratórios cidadãos se dife- renciam dos espaços cívicos que esta- mos mais acostumados, como a biblio- teca, o museu, ou o centro cultural, por que não têm como função principal o acesso à informação ou apresentação de obras e espetáculos, mas, sim, ser uma plataforma que facilita a partici- pação dos usuários nos processos de prototipação e desenvolvimento de projetos de inovação social. Um am- biente para pessoas se conectarem de maneira livre e disponibilizarem seu co- nhecimento. A cidade sensível, portanto, é o resultado da prática colaborativa reali- zada em ambientes com essas caracte- rísticas e objetivos. É nesse exercício de código aberto, no compartilhamento de saberes, que começamos a perce- ber o senso de comunidade e criamos soluções efetivas para problemas co- muns. Os laboratórios, como espaços produtivos, estimulam o cruzamento entre arte, ciência, tecnologia e a so- ciedade, sendo que, por vezes, desen- volvem mais intensamente a experiên- cia puramente artística, outras vezes mais a científica, ou tecnológica. O que importa é o processo inventivo, a inte- gração de conhecimentos e a possibi- lidade de gerar transformação e novas alternativas. É importante identificar pessoas e movimentos que estão conectados pelas mesmas lógicas, ainda que fun- cionem em estruturas diferentes, pois existem muitos formatos possíveis e A cidade sensível tema inteligência de envolver as pessoas e possibilitar que atuem criativamente a favor das soluções. DANIEL CAMINHA
RkJQdWJsaXNoZXIy NjI4Mzk=