31 URBE  #5  intermitências URBANAS não é considerado consumidor de bens e serviços vendidos na região, onde é operada uma privatização do espaço público, que o historiador da arquite- tura inglês Iain Borden compara a um shopping center. “(A arquitetura hostil) sugere que somos cidadãos da repúbli- ca apenas na medida em que estamos trabalhando ou consumindo mercado- rias diretamente. (...) Por isso é aceitável, por exemplo, ficar sentado, desde que você esteja num café ou num lugar pre- viamente determinado onde podem acontecer certas atividades tranquilas, mas não ações como realizar perfor- mances musicais, protestar ou andar de skate. É o que alguns chamam de ‘shop- pinização’ do espaço público: tudo fica parecendo um shopping”, afirmou, se- gundo o jornal The Guardian. 8 Guga Ferraz, Cidade Dormitorio, 2007, Rio de Janeiro Foto: Paulo Innocencio

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