41 URBE #5 intermitências URBANAS O grafite erótico de Astypalaia. tista não se inspirava em outro homem- -das-cavernas-artista e nemficava olhan- do o portfólio dele. Ele simplesmente fazia como ele achava que devia fazer. Os pintores renascentistas saíam nas ruas e pintavam o comércio local. Van Gogh segurou, e muito, a onda da sua loucura pintando as paisagens que enxergava fora de sua casa. Sempre per- turbadas e emmovimento, como as coi- sas dentro da sua cabeça. Além da vida lá fora, os livros, as ciências, os mitos, os medos do desco- nhecido, tudo isso era fonte de inspira- Se você consegue entender o “pixo” como um movimento artístico, muito mais que pura sujeira urbana, também dá para classificar um dese- nho de um órgão sexual masculino em uma pedra no alto de uma montanha como arte. O que as pinturas rupestres, o ca- ralhinho desenhado em uma pedra na Grécia antiga e o “pixo” têm em comum é que a inspiração para arte feita para o público, em locais públicos, tinha a vida cotidiana como a musa, a essência da inspiração. O homem-das-cavernas-ar- Graffiti Erótico Foto: Helena Smith Foto: Wikipedia
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