44 URBE #5 intermitências URBANAS cido e publicado em todos os sites de cultura pop. Eu falo do Ryden porque ele é um ótimo exemplo do ponto onde quero chegar: a reciclagem. Quantas crianças fofinhas em contextos sinistros você já viu por aí nos últimos 10 anos? Bem, vamos lá, eu posso ajudar com alguns exemplos (abaixo). Depois de ver tudo isso se repe- tindo infinitamente na frente dos seus olhos em centenas de matérias de “n” sites de arte, o quão ainda te parece es- timulante esse tipo de arte? Em contraponto a isso, vamos dar uma olhadinha na obra O jardim das delícias , de Hyeronimous Bosch, com data de término estimada entre 1480 e 1505. Quantas vezes você já viu esse quadro e quantas infinitas vezes mais seria capaz de olhar para ele, sem per- der o encantamento? O excesso de informação diária é citado como o culpado pelo nosso rápido desinteresse ou pelo desgaste de um tema. Ouso ir além e dizer que a preguiça, a acomodação e o excesso de pesquisa, que não sai do conforto da busca na própria internet, é o que nos deixa cada vez menos interessados em mais uma obra de arte muito parecida com outras que já vimos. Falando sobre isso, vamos vol- tar ao grafite, um dos elementos mais presentes na cultura visual urbana. O movimento que surgiu nas paredes das cavernas, nas pedras da Grécia e nas janara lopes Mark Ryden Ray Caesar
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