Num mundo marcado pela velocidade das imagens que nos cercam diariamente — com sua pluralidade temática e o esvaziamento de signos — parecemos imergir apenas como espectadores na busca do nosso tempo individual, um tempo que precisa ser conquistado por nós mesmos. Uma força para assimilarmos beleza e subjetividade dentro do emaranhado das coisas instantâneas. Assim, fortalecendo a condição de quem resiste, se houver tempo para a arte da observação — seja num museu, numa cidade, numa rua de um mapa vasto — a nossa atenção poderá ser despertada e remodelada pela ação ativa de nosso olhar. E essa é a transformação que se opera nas obras de Vera Reichert, aproximando- nos da poética imersiva das águas. ESTADO DE FLUXO André Venzon Artista visual, curador e gestor cultural
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