10 URBE | # 02/04 | CORES URBANAS Daniel MÜller Caminha de redescoberta e libertação usando a filosofia de Nietzsche como suporte. A escravidão, neste caso, define-se como um tipo de circuito-de-vida (por- tanto, nada a ver com uma posição social), é composto de forças ativas e reativas, com maior intensidade da se- gunda sobre a primeira. Ela se forma a partir de acontecimentos que desig- nam uma visão de mundo e marcam uma subjetividade. Da mesma forma, temos o circuito nobre, que tem as for- ças ativas em maior grau que as reati- vas. O circuito escravo é uma posição doente, quando estamos passivos e não criativos frente aos fatos. Naffah Neto explica que isso ocorre por um aprisio- namento no “outro”. Isso significa que o sujeito é separado de sua potência, na medida em que qualquer ação sua fica impotente pela força interpretante do outro. Formamos assim um grande corpo coletivo imerso em um circui- to escravo que ressente suas marcas. Segundo Nietzsche, a chave dessa ci- lada é o esquecimento. Ele garante ao espírito/corpo o poder de metabolizar os fatos, fazendo o ressentimento (car- regado de forças reativas e, portanto, escravas) não atormentar o presente . Dessa forma, o circuito nobre consegue operar. O sujeito assume a própria força,
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