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As linhas são elevadas por BIANCA SANTINI à condição monumental de raízes, troncos ou galhos — veios da terra, urbana e selvagem, cada vez mais dilacerados e expostos. Em uma cidade que, na última década, sofreu severas tempestades, arrancando do chão milhares de árvores e espalhando restos vegetais por todos os lados — criando um verdadeiro cenário de guerra climática, onde as vítimas eram elas mesmas — a força da terra contrasta com nossa própria vulnerabilidade. Essa dicotomia é o que traduz este trabalho chamado Da força da terra a fragilidade do ser . Se não cuidarmos do planeta, sofreremos as consequências; a arte, como metáfora da vida, está presente nos galhos e traços que expressam essa potência na natureza e nas pessoas. Esse risco e essa delicadeza sofrem com a falta de compreensão sobre como nossa percepção limitada, ou até mesmo nossa ignorância, pode ameaçar o ambiente, nosso ecossistema, nossa casa. A poluição, a corrupção, as drogas, as armas e as guerras destroem sociedades, florestas, mares e rios; ceifam a educação e a saúde públicas; e nos aprisionam em uma irracionalidade capaz de eliminar o próprio semelhante. Enquanto isso, a árvore, a natural e a metafórica, a real e a da vida, permanece, com suas raízes firmemente plantadas na terra e em nós, oferecendo-nos sua sombra e alívio, seus frutos e seiva, a poesia no canto dos pássaros e seus ninhos — lares de puro amor, vizinhos aos nossos. DA FORÇA DA TERRA À FRAGILIDADE DO SER Técnica mista sobre papel Montval 150 x 540 cm 2024

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