105 que serviriam de plateia. Se eram 500 bancos artísticos, a capacidade era de 1500 espectadores. O conjunto de terraços era emoldurado perifericamente por pergolados igualmente em cimento armado, exceto no trecho ocupado pelo coreto, posicionado em um ângulo de quarenta e cinco graus em rela- ção aos três platôs mais elevados. Com o giro, o coreto ficou voltado para o auditório e para a praça. Destes três platôs destinados à plateia, o inferior era o único com os bancos dispostos frontalmente com o coreto, local cer- tamente privilegiado nas apresentações. Se estes três platôs intermediá- rios descritos eram os destinados ao público que assistia os espetáculos, o quinto platô servia aos músicos para acessar o coreto. Era o nível inferior do terreno. Neste trecho, o pergolado seguia além do limite da plateia, para dar continuidade a face construída do auditório em relação à praça (Fig. 4). Percebe-se pelas fotos que em meados do século os pergolados, que inicial- mente eram bem visíveis, foram cobertos de vegetação (Fig. 5). Entre os pla- tôs, os desníveis possuíam taludes (com grama) e escadas para a circulação do público. No trecho inferior só havia talude. O volume que se destacava era o do coreto, que merece uma descrição por- menorizada. Percebe-se que havia um desnível de 2,20 metros entre a fren- te e os fundos do coreto. No térreo a banda era abrigada cotidianamente. Um núcleo central semicircular envolvido por uma fita perimetral de 7,40 metros de pé-direito, organizava as funções que este equipamento cultural necessitava. Pelos fundos, dois acessos (medindo 1,30 metros x 2,60 metros) davam a um vestíbulo no espaço perimetral pelo qual se chegava à “sala de ensaios”, uma grande peça central, semicircular de 6,65 metros de raio e pé-direito de 4,90 metros. A estrutura da laje do teto, de concreto arma- do, era aparente como mostra a planta (corte horizontal C-D). Três espaços
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