108 Fig.6 Antigo Auditório Araújo Viana, Porto Alegre-RS. Fonte: Facebook, Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo. menores, conectados diretamente à mesma, em fita, serviam como “guarda roupa” da banda, “arquivo” de partituras e documentos, e local para guardar os “instrumentos”. Este conjunto de funções, cujo piso era um assoalho de tábuas de pinho, de 13 centímetros de largura, eram abraçadas por escadas curvilíneas (com 24 degraus) que tinham início nas laterais do vestíbulo e conformavam o restante da fita perimetral, dando acesso à concha acústi- ca. A largura das escadas era de 1,35 metros. Debaixo das escadas, de cada lado, ficavam os banheiros, acessados através da peça que servia de “guar- da roupa” e pela sala dos “instrumentos”. No nível superior estava o palco, elevado 2 metros do solo e envolvido pela concha acústica de concreto armado (Fig. 6). Ao subir as escadas, pelas la- terais, os músicos adentravam o palco, que tinha no piso uma passarela frontal de 14 metros de comprimento por dois de profundidade. No centro do palco, uma espécie de púlpito, com 1 metro de raio, avançava na dire- ção dos espectadores. Recuados, ficavam três patamares de 1,20 metros de largura para dispor a banda ao redor de um semicírculo central situado no mesmo nível da passarela frontal, com 3 metros de raio, local que certa- mente abrigava o maestro. Frontalmente o palco era para ter sido protegi- do por um gradil metálico de 1,30 metros de altura. Na execução, usou-se pré-moldados desenhados por Boni, similares aos encontrados em diver- sas obras do profissional. A decoração do fundo do palco era composta de painéis retangulares ornamentados, alternados por pilastras. O desenho não é nítido. Provavelmente pilastras jônicas. A concha acústica tinha um revestimento interno cuja materialidade não pode ser constatada. Para cobrir a concha acústica, com 6, 60 metros de altura, foi proposto inicial- mente o uso de chapas de ferro galvanizado. Boni convenceu que fosse re-

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