111 vestida de chapas de cobre. Harmônicas ficaram as coberturas da concha acústica e das escadarias, realizadas com o mesmo material. No térreo foram colocadas seis janelas circulares (com 0,70 metros de diâ- metro), todas voltadas para a face principal. Davam a aparência de um po- rão, enfatizando a ideia de coreto. No pavimento superior, na faixa perime- tral da escada, janelas também circulares, intercaladas com sete pilastras colossais, compunham as fachadas que rodeavam o palco externamente. Em 1958 o antigo auditório foi demolido por motivo maior. Construir uma nova sede para o Legislativo, reforçando ainda mais o caráter assumido pela mesma desde os seus primórdios, de sede dos poderes constituídos. Os bancos do auditório foram reaproveitados em diversas praças da cida- de e no Parque Farroupilha (Fig. 7 e 8). Um novo Auditório Araújo Vianna (1960) foi construído neste parque, devolvendo à banda a dignidade de ter sua própria casa para mostrar-se gratuitamente ao público porto-alegren- se. Recentemente a banda foi desalojada com a “privatização” do auditório que, coberto, se tornou uma lucrativa casa de shows destinada a artistas consagrados. Fig. 7 Banco na entrada do orquidário, Parque Farroupilha, Porto Alegre-RS. Foto Maturino Luz, 26 de dezembro de 2009. Fig.8 Detalhe do banco da entrada do orquidário, de autoria de Armando Boni, Parque Farroupilha, Porto Alegre-RS. Foto Maturino Luz, 26 de dezembro de 2009.
RkJQdWJsaXNoZXIy NjI4Mzk=