121 Cemitério da Irmandade São Miguel e Almas; Novas Catacumbas, 3º Projeto - Escala 1:50, 1930. Acervo Centro de Memória do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio Grande do Sul (CAU-RS). Doação Família Boni. profundas transformações buscando uma imagem de “modernidade”. Ha- via ummovimento na busca de soluções que garantissem uma melhor qua- lidade de vida, inspirado nas grandes intervenções urbanísticas da Europa, principalmente as de Haussman em Paris. Dentro deste quadro, os cemité- rios também iam ampliando seus espaços, nos altos da azenha. Dentro do processo de expansão e melhor organização, a Irmandade do Ar- canjo São Miguel e Almas desvinculou-se do cemitério da Santa Casa e ins- talou, em 1908, no lado oposto da estrada de Belém, renomeada estrada da Cascata, seu próprio cemitério. Dando prosseguimento às obras de ampliação, em 1928 a Irmandade con- tratou o engenheiro Armando Boni, já então com vários projetos desenvol- vidos em nosso Estado, para participar do processo de expansão e renova- ção do cemitério. Primeiramente, Boni executou algumas intervenções no cemitério já exis- tente no local, mas em 1930, quando contratado para uma ampliação mais extensa, apresentou o primeiro esboço do projetado “novo cemitério da Ir- mandade”, conforme registrado nas Atas daquela instituição 1 . Salientamos aqui a importância dada a este projeto, pois o São Miguel já ocupava o local há 22 anos, mas somente então é referido como sendo “novo”. Pela primeira vez, era projetado um cemitério em Porto Alegre, dentro de uma proposta abrangente e inovadora. 1 Atas da Mesa Conjunta da Irmandade São Miguel e Almas. Porto Alegre, 1807-1960.

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