126 elementos de vanguarda para a época, seu emprego foi muito importante na viabilização da obra, racionalizando a construção e possibilitando sua rápida expansão. Inaugurado em 1931, o São Miguel desenvolveu-se em várias etapas, con- forme foram sendo adquiridos os terrenos limítrofes. A continuidade das primeiras galerias foi contratada em 1937, tendo sido construídas de 1943 a 1947 por Armando Boni e seu filho Oliviero. As etapas seguintes, de 1949/50 e 1951/52 foram construídas por Oliviero Boni, e as posteriores por Benito Boni, seguindo as premissas iniciais, mas já utilizando os pátios internos como elementos de articulação entre os no- vos setores, estratégia que iria se repetir nas sucessivas extensões e per- mitir a ocupação dos terrenos em declive. Esses pátios, além de sua função como elemento estruturador, funcionam também como pontos focais, lugar de vegetação e luz em meio ao grande volume construído. Com a continuidade das ampliações, surgiram setores com variado número de pavimentos devido ao desnível acentuado do terreno, grande parte deles em cotas negativas em relação às galerias iniciais. Durante mais de vinte e cinco anos, o São Miguel ficou definido pelo quadri- látero central, suas galerias perimetrais e algumas extensões ao fundo. Com a aceitação cada vez maior do sistema, surgiram as inúmeras ampliações posteriores, aprovando a ideia inicial do projeto e traduzindo o conceito de cemitério monumental em uma escala até então inédita, com a superposi- ção das galerias com colunatas em vários pavimentos, resultando no edi-
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