134 a transparência. Se observa pouca ornamentação em relação à fachada norte, cabendo o grande destaque a portada comercial, que é dividia em dois vãos e se tratando de um reaproveitamento da decoração da edificação primitiva ampliada por Boni, em mármore de Carrara com o letreiro em bronze destacando os produtos da casa, que compõe com duas pilastras que delimitam a testada do edifício, em granito regional, o “marrom Guaíba”, pe- ças monolíticas e coroadas por esfinges de bronze. Assim como a portada, o conjunto escultórico que coroava a platibanda do pequeno edifício, prova- velmente importado da Europa ainda no século XIX e fundido em bronze, representando o globo terrestre acompanhado por uma figura feminina, um menino leitor e uma coruja que representa o conhecimento também foi rea- proveitado por Boni. Nesta fachada se destacam as janelas ritmadas inter- caladas por esguios pilares que formam um plano quase que transparente de onde sobressaem duas pequenas sacadas gêmeas, onde se manifesta o ecletismo com um conjunto de colunas do tipo toscana que sustentam co- berturas em forma tímpano, sacadas estas projetadas e sustentadas por mí- sulas abarrocadas que compõem com os demais ornamentos aplicados pró- ximos do coroamento da edificação como guirlandas, medalhões e frisos arabescados. O coroamento da edificação se dá pela platibanda, apoiada em uma robusta cimalha decorada na base por uma sequência de mordilh õ es que aproximam a edificação da linguagem clássica que, além de ostentar o grupo escultórico de bronze reaproveitado, poderia ser um pren ú ncio de um sky-line ao gosto art-déco , estilo arquitetônico que tomaria conta das ruas da cidade a partir do ano de 1935. Se os templos projetados ao logo dos milênios sempre foram lugares para abrigar o sagrado, Armando Boni ao projetar a Globo, projetou um edifício
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