143 A distribuição espacial distingue-se sobremaneira daquela recorrente de sala-quartos-varanda-cozinha, denotando ideia de setorização social-ser- viço-repouso, sem o inconveniente da sobreposição de fluxos. O modo de disposição da circulação vertical, o aproveitamento do espaço de sótão (que não está registrado em planta baixa), a proporção dos compartimentos, as- sim como a volumetria e tratamento dos planos externos do conjunto reve- lam a habilidade do projetista. É uma edificação que apresenta clareza de linhas em seu tratamento de su- perfícies externas, descarte da simetria, pórtico aberto antecedendo o vestí- bulo e torreão. Este e as linhas da tripartição das grandes aberturas existen- tes em seu plano de fachada principal acentuam a verticalidade do conjunto, que, contudo, é equilibrada por estereotomia, predominantemente de linhas horizontais, das superfícies da composição. Os telhados aparentes, sem uti- lização de platibanda, cobrem as unidades volumétricas por meio de planos em quatro direções distintas. As aberturas possuem vergas retas e curvas na sala de estar, dormitório principal e sótão, que marcam o torreão e reforçam a hierarquia funcional desses compartimentos no programa. Atitudes formais e espaciais de residências italianas também podem ser observadas em outra moradia que Armando Boni realizou para o Sr. Guido Corbetta na Rua Barão do Santo Ângelo, 42, ainda existente. Esta foi a se- gunda casa que Boni construiu para o casal Maria e Guido. E repete-se aqui uma série de elementos formais: o telhado em quatro águas cobrindo as unidades compositivas, as aberturas bipartidas ou tripartidas, arqueadas ou
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