147 Boni. Muito embora este seja um exemplar urbano e aquele rural, acresci- das as diferenças programáticas, dado o distanciamento histórico, a reali- dade é que atributos compositivos de fachada e espaciais são encontrados permeando ambas as obras. Já se fez menção à tripartição em base, corpo e coroamento, e à atitude clássica da simetria, malgrado maior rigor desse re- curso compositivo seja encontrado na Villa Pojana. Porém, outros aspectos merecem registro: escadaria frontal de caráter monumental, marcação do acesso principal por átrio no centro da composição, cobertura pavilhonar e planta com grande hall interno para o qual convergem fluxos provenientes dos demais compartimentos. O debate sobre arquitetura que se difundiu ao longo dos anos 1920 exibia-se na realidade cotidiana das construções. Porto Alegre tomava forma a par- tir de objetos arquitetônicos multifacetados. Arquitetos italianos – entre os quais, Armando Boni – marcavam sua presença na liberdade estilística e organização espacial da moradia. E essa refletia uma época em que se mis- turavam soluções tradicionais a outras em busca de novos caminhos.
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