151 Conforme indica Sérgio da Costa Franco (2006) 2 , a Câmara de Vereadores mu- nicipal, em reunião de 2/7/1834, tratou, entre outros temas, de umvalo “antigo e público ‘que cortava pelo meio de todas as chácaras que ficam entre o Ca- minho Novo e a rua que vai sair no ‘Beco do Motta’”. Este era conhecido como o caminho da “chácara de Francisco Pinto de Souza”, que se converteria na Estrada da Floresta , e em 1892, durante as comemorações da descoberta das Américas, receberia o nome de Rua Cristóvão Colombo, ligando o centro da cidade a uma área de floresta. Com os anos, foram construídos importantes empreendimentos nessa re- gião e, mesmo com uma rica variedade de indústrias e comércios, o bair- ro manteve sua característica residencial, repleto de prédios e casarões imponentes. A contribuição dos muitos construtores que atuavam no de- senvolvimento da cidade deixou como legado diferentes estilos e influên- cias arquitetônicas, que hoje compõem um rico patrimônio cultural mate- rial, onde se percebe a inspiração europeia, comdestaque para a portuguesa, a alemã e a italiana. É neste rico acervo construtivo, que conta com vários prédios preservados pelo instrumento de tombamentos administrativos como patrimônio histórico, artístico e cultural nas várias esferas adminis- trativas, que encontramos o Palacete Santo Meneghetti. O palacete é um projeto residencial do engenheiro Armando Boni, nascido a 10 de julho de 1886, em Castelfranco, na região da Emilia Romagna, que de- 2 Franco, Sergio da Costa. Porto Alegre: guia histórico/ Sergio da Costa Franco – 4 ed. – Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2006.

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