068 Desde quarta-feira (28), está aqui o engenheiro Armando Boni que, a pedido do intendente, vem ultimar os estudos para a instalação da Usina Municipal, cujos trabalhos deverão ser atacados brevemente. Já residindo com a família na Rua Marquês do Pombal, usou parte do ter- reno – nos fundos da casa e com frente e entrada pela a Rua Cândido Sil- veira – para a ampliação do seu escritório e instalação da FERCO/Fábrica de Artefatos de Cimento Armado, empresa dedicada ao projeto e execução de elementos pré-moldados em argamassa armada (reservatórios de di- versos portes, tanques, tubulações, fossas sépticas, colunas, traves, gradis e os bancos que foram utilizados como plateia no antigo Auditório Araújo Vianna e que hoje – cem anos depois – ainda povoam algumas praças e parques de Porto Alegre, especialmente a Redenção). Armando criou essa empresa junto com seus irmãos Pierino e Ernesto e, posteriormente, con- tou com a participação de seus filhos Danilo, Oliviero e Benito, os dois úl- timos também engenheiros. Em paralelo aos projetos desenvolvidos no escritório, passaram a dedicar-se à pesquisa e produção de máquinas para controle e tratamento d’água 22 e de produtos químicos, como o selante Her- metil, para impermeabilização de superfícies expostas em concreto, e o verniz Linobril, para madeiras. Para vencer os racionamentos de combus- tíveis em tempos de segunda guerra mundial, produziram um gasogênio 23 22 Entre elas, os dosadores de sulfato de cálcio usados, na época, pela Hidráulica Municipal de Porto Alegre. 23 Equipamento que produz gás combustível para motores de automóvel e outros de com- bustão interna, bastante usado no período da segunda guerra mundial pela escassez de gasolina.
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