076 como o da fundação da cidade. A povoação tinha cerca de 1.500 habitantes quando, por ordem do governador José Marcelino de Figueiredo, o Capitão Alexandre Montanha fez sua primeira planta, traçando o arruamento e de- marcando as meias datas de terras que foram doadas aos casais açorianos, desapropriadas da Fazenda de Sant’Ana de Jerônimo de Ornellas, oriundo da ilha da Madeira. A estrutura urbana da povoação foi se constituindo, repetindo a referência portuguesa de traçados semi-regulares , adaptados ao terreno, eventualmen- te com cidade alta e cidade baixa. Aqui foi estruturado um eixo viário prin- cipal sobre o espigão , seu divisor de águas, a Rua da Igreja , onde também foi localizado o centro administrativo. A face norte da colina foi a primeira a ser ocupada, em anfiteatro , com ruas paralelas e becos transversais que ligavam o Alto da Praia ao Porto que se lo- calizou onde havia melhores condições de navegabilidade, mais profundo e protegido dos ventos. As primeiras edificações cobertas com palha pouco a pouco foram se asseme- lhando às tradicionais luso-brasileiras, de alvenaria com aberturas ritmadas e telhados de barro em duas águas com beirais, sendo, algumas delas, mais sofisticadas, revestidas com azulejos. Dentre as primeiras denominações de ruas estão a Rua da Praia, a da Ponte, a da Igreja, a Formosa, a do Arvoredo, a da Varzinha. Nas transversais, a de Bragança, a Clara, a do Arroio, a Direita, a Bela e o Beco dos Guaranis. Os largos inicialmente registrados são o do Alto da Praia, o da Quitanda e o do Arsenal.
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