099 Siqueira, com quem Boni ultimou seu compromisso com a prefeitura quan- do as obras foram concluídas. No Centro de Memória da sede regional do Conselho de Arquitetura e Ur- banismo, em Porto Alegre, há na documentação referente ao arquiteto Ar- mando Boni, correspondências e desenhos que permitem tirar algumas conclusões. Tem uma única planta intitulada “Projeto para a construção de um coreto de cimento armado na Praça Marechal Deodoro” (Fig. 3), datada de 1926, em cópia heliográfica (contendo vista frontal, corte transversal e as plantas baixas dos dois pavimentos, chamados de “cortes horizontais A-B e C-D”, na escala 1:50), onde aparece, à direita, na margem inferior, o nome de Max Schlüpmann. Se Schlüpmann é o autor do coreto, necessariamente seria o autor de todo o auditório? Até o momento, nenhum documento demonstra graficamente quem planejou o espaço ocupado pela plateia. Sabe-se que Boni forneceu todo o mobiliário. Quem projetou este espaço? A documentação citada comprova que a materialização da obra passou principalmente pela atuação de Boni. A construção, projetada em 1926 e realizada em 1927, foi feita sob sua total responsabilidade. Sua empresa, forneceu as pérgolas e bancos pré-moldados de cimento armado. Há docu- mentos trocados com funcionários da prefeitura municipal nos quais per- cebe-se que o engenheiro-arquiteto italiano propôs mudanças que foram realizadas no coreto, especialmente na concha acústica. Neste sentido, pode-se dizer que contribuiu para melhorias na proposta original. Há es- tudos em papel manteiga, sem assinatura, na documentação pertencente

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