Desvenda
A proposta do GIA foi abrigar no QG, durante o mês de julho de 2009, obras de 22 artistas 5 que compunham a Desvenda . Não houve um plano expográfico prévio, tudo se deu de maneira fluida e descompromissada: o único compromisso que havia era com a diversidade, a multiplicidade e os novos afetos e encontros. Dessa maneira, o espaço onde as obras foram expostas convidava os vivenciadores/propositores a experimentar a cria- ção , como versou Oiticica, numa intensa imersão. Não havia disposições lineares, mas uma arrumação quase orgânica dos trabalhos artísticos, algo fluido, descentralizado, caótico, rizomático. Não existia um assunto ou ele- mento principal, toda a estrutura da exposição possuía o mesmo grau de importância não hierárquica. A abertura da exposição da Desvenda foi iniciada com um maravilhoso samba. Em meio ao caos organizado do QG, o SambaGIA convidou o públi- co para uma roda de samba fuleiro , aberta a qualquer tipo de participação e sem hora para terminar. Essa tática foi utilizada pelo GIA periodicamente no QG do Pelô 6 , como forma de agregar o público em uma experiência lú- dica e festiva. Em um primeiro momento, tal ação pode se fazer passar por entretenimento despretensioso, mas fazer letras de samba 7 é, para o GIA, uma espécie de registro expandido , em que a música aparece como ele- QG do GIA e Desvenda: sobre propositores, encontros e afetos Ludmila Britto
RkJQdWJsaXNoZXIy NjI4Mzk=