115 se. Tudo isso começava a ficar mais dramático à medida que ia se aproximando o meu retorno. Esse foi um dos aspectos refletidos durante o ônibus de volta do campo de refugiados. Na manhã se- guinte, entrei em contato com a empresa aérea, paguei uma taxa altíssima e remarquei meu retorno. Foi a primeira decisão que to- mei quando cheguei de volta emBeirute, antes mesmo de começar a desfazer as malas. Achei prudente voltar uns dois dias antes do ano novo, assim poderia começar a reorganizar minha vida. Rea- gendei meu voo para sair de Mumbai dia vinte e seis de dezembro e chegar à minha cidade no dia vinte e oito de dezembro. Preparativos para a Síria Agora ficaríamos por volta de uma semana no Líbano, em seguida iríamos para Damasco, na Síria. O Alberto tinha passagem com- prada para seu retorno ao Rio de Janeiro uns dias antes de nossa ida para lá. Portanto, só eu e a Sheila estávamos nos preparando para essa viagem. Já de volta à casa do Spaz e do Exist comecei a organizar as buro- cracias com as embaixadas. Apesar de Damasco estar pacificado, havia diversas cidades ao redor onde tinha guerra por disputa de territórios, com ataques armados e bombardeios. A Sheila já ha- via passado por esse lugar, estando mais tranquila. Entretanto, eu estava um pouco nervoso. A princípio, não teriam problemas se as embaixadas liberassem a nossa entrada, mas qualquer deslize poderia ter consequências fatais. Assim, que teríamos que assinar um termo assumindo os riscos. Comecei a me informar mais sobre toda essa situação, descobrin- do que quando nós entrássemos na Síria teria um carimbo em meu passaporte de passagem por essa cidade. Isso poderia barrar minha entrada em outros países. Comecei a conversar com pesso-

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