043 da obra, mas a construção da parafernália era uma engenharia e tanto. Gostei bastante de umvídeo de paisagens meio paradisíacas e ao fundo tinha uns sons de cachoeiras, pássaros e natureza que acompanhamas cenas. O lambe gigante de Alberto, coma imagem de uma foto tirada apenas dos olhos de Mustapha era bastante im- pactante As pinturas grandes de Shéhérazade também eram mui- to interessantes, commuitas camadas de tintas, com umas figuras grotescas e melancólicas, com grande poder expressivo. AlémdoDarb, tinha outro local no centro do Cairo, comuma exten- são dessa exposição, onde haveria outra abertura no dia seguinte. Foram momentos corridos, de diversos encontros, de muita efer- vescência cultural, que preencherama alma comnovos estímulos. Passada toda essa agitação, os dias foram mais tranquilos. Pode- mos nos dedicar melhor a conhecer a cidade. A expectativa por visitar as épicas pirâmides do Egito era grande. Sendo assim, uma ou duas semanas depois, começamos a nos organizar para fazer esse passeio, um tanto turístico mas bastante tentador. Du- rante os preparativos da Bienal, conhecemos Francisco Bley, ar- tista de Curitiba que estava frequentando também as atividades do Darb. Nas conversas com ele, combinamos de ir juntos as pi- râmides. A Sheila já tinha visitado várias vezes, dispensando o passeio. Iria eu, Alberto e o Francisco visitar as antigas constru- ções faraônicas. As pirâmides mais conhecidas, mais próximas e cheias de len- das eram as Pirâmides de Gizé, ficando a poucos quilômetros de onde estávamos. Lá seria o nosso próximo destino.

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