047 da pela internet para evitar filas. A fila para compras na hora era uma serpente sem fim; por sorte a Sheila havia nos alertado. Depois de esperar em torno de uma meia hora na fila, conseguimos entrar. Lá dentro não estava tão cheio. Tinha limite de pessoas que po- diam entrar. Era uma atmosfera romântica de filme, com pessoas de turbantes e roupas tradicionais de nômades, camelos e cavalos; deserto, esfinge e pirâmides. Estávamos meio perdidos com todo aquele tumulto. Em seguida, apareceu uma figura excêntrica, que falava de forma enfática e teatral, em um inglês fácil de entender, mas com um sotaque áspero, muito marcado. No começo ele nos convenceu a caminhar junto para ir fornecendo informações, mas não tardou a querer nos extorquir uma quantidade alta de dóla- res. Quando percebemos suas intenções, demos um jeito de des- pistá-lo. Seguimos só nós, sem explicações históricas. Passamos primeiro pela Grande Esfinge, imensa, algo de grande impacto visual. Como plano de fundo da esfinge, era possível ver as pirâmides mais distantes. Depois tinha uns corredores, com largura para apenas uma pessoa, que levavam para mais adiante, onde estavam os outros monumentos. Pouco depois dos corredo- res, havia a monumental Grande Pirâmide de Gizé, um espetáculo à parte. Além dessa pirâmide principal, havia mais duas, meno- res, coladas ao lado dela, uma à direita e outra à esquerda, como dois parentes mais novos. Quando estou em lugares interessantes como esse, quase não tiro fotos; apenas algumas poucas para registro posterior. Faço isso para não ficar constantemente com atenção na frente da tela, con- ferindo se a imagem ficou boa ou não. Assim consigo desfrutar melhor, sem grandes preocupações. Porém, em frente de uma das sete maravilhas e ainda por cima a única existente, precisava fa- zer alguns registros. Era impressionante a magnitude daquelas construções, era o so- nho realizado de uma geração já extinta, mas mantido quase in-
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