vências que estimulam e aguçam a percepção. O imaginário voa por peculiaridades e distâncias que, em algum momento, podem comun- gar com a nossa. Amaro mergulhou no Oriente e o contato, para sua surpresa, foi mais íntimo do que turístico. Um contato multicultural que somou etnias, individualidades, formações genéticas, acenou para a biodiversidade e mostrou que os humanos não são uniformes nem monótonos. A soma das diferenças que o livro traz me encantou por- que confirma que é na diversidade que está a nossa grande riqueza. Chegar ao Oriente Médio e à Índia, territórios que conhecemos tão pouco, e perceber que lá, apesar dos inúmeros conflitos, há vida afe- tiva, receptiva e amigável, foi motivo de muita emoção, que o autor divide com os(as) leitores(as) neste livro, sem receio de mostrar seus limites. Consciente dos riscos que encontrou pelos caminhos, Amaro dá asas aos corações que querem voar e desfrutar das paisagens com olhos bem abertos. E faz um alerta contundente e necessário sobre a poluição provocada pela ambição sem limites do homem ao longo dos séculos. “A verdade é que estamos acabando com o ar que respi- ramos, envenenando a comida que comemos, poluindo a água que bebemos e destruindo o solo onde plantamos”. A pergunta que fica é: “Como podemos ter a capacidade de criação da arte e ao mesmo tempo a capacidade de criação da guerra?”.
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