072 romano, que a pressionou para deixar a fé. Ela se negou a abrir mão das suas convicções, sendo condenada à morte. Sua sentença foi horrenda, sendo esmagada por grandes rodas dentadas, que giravam em sentidos contrários. Depois de saber disso, fiz uma li- gação com o estado de Santa Catarina, um local tão próximo da minha cidade mas tão distante dessa história – tanto que precisei ir até o outro lado do oceano para descobrir. O segundo passeio se- ria passar dois dias em Blue Lagoon. Era um lugar bem afastado da cidade, com águas azul turquesa, onde poderíamos nos hospedar em umas cabanas com teto de palha feitas no local. Esse eu poderia ir, porque dava para me locomover de carro, depois em um barco. Pulo a parte emque tive de ficar emcasa, no dia da subida aoMonte Sinai. Prefiro passar direto para a etapa seguinte a esse episódio. Blue Lagoon A saída para Blue Lagoon aconteceu de manhã bem cedo. Toma- mos um café, organizamos as coisas e fomos. Contratamos nova- mente as caminhonetes para nos levar. Ao passar do centro da cidade, pegamos uma estrada de chão batido, com paisagens re- almente deslumbrantes, com dunas gigantes do deserto, se mistu- rando com algumas rochas monolíticas impressionantes. Vez que outra, passávamos por uns dromedários perdidos na estrada. Fui descobrir aqui a diferença entre o camelo e o dromedário: camelo com duas corcovas e dromedário com apenas uma. Nessa região era predominante o dromedário. Andamos por volta de uma hora. Agora, de longe, já era possível ver as águas azul turquesa, mescladas com tons verde esmeralda, semelhante às praias caribenhas. Começamos a nos aproximar cada vez mais até chegar em uma cena admirável: de um lado aquela cor amarronzada com predominância de secura desértica, do outro lado ummar azul-esverdeado, demonstrando uma gran-
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