56 CRUZEIRO NOVO (NCR$) DE 1967 A 1970 O descontrole monetário dos anos 50 e 60 fez com que se criasse o Cruzeiro Novo, uma moeda transitória, na tentativa de conter a inflação. Uma unidade equivalia a mil cruzeiros “antigos”. Com essa reforma, foi preciso substituir todo o meio circulante, o que significou um total de Cr$ 1.852.728.856.976 em 2.528.521.733 cédulas e 1.683.898.500 moedas metálicas. As moedas de um, dois e cinco centavos são iguais no anverso – efígie da República com a palavra Brasil – e no reverso – valor e ano. As de 10, 20 e 50 centavos apresentam o mesmo anverso e, no reverso, o valor, o ano e representações da economia brasileira: indústria siderúrgica, indústria petrolífera e indústria naval, respectivamente. ARTE E TÉCNICA Com a reforma do Cruzeiro para o Cruzeiro Novo, a Casa da Moeda começou a estudar quais seriam as características técnicas e artísticas dos centavos, de forma a representar as tradições brasileiras. Também era preciso estabelecer o valor intrínseco: a recomendação técnica é que ele não ultrapasse 33% do valor facial, por segurança, nem que seja inferior a essa porcentagem, para não incentivar a falsificação. O aço inoxidável foi escolhido para as moedas de menor valor, pelo brilho duradouro e pela facilidade de receber o cunho de detalhes. Cruzeiro Novo, de 1967 a 1970 Coleção Santander Brasil Cruzeiro de 1970 a 1986. Esta cunhagem foi a mesma utilizada no período anterior Coleção Santander Brasil MOEDAS CONTRA A FOME Em 1975, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês) lançou a campanha Alimentos para o Mundo, e ela ficou gravada nas moedas brasileiras com a edição comemorativa emitida pelo Banco Central. Os anversos de todas elas apresentavam a efígie da República, a diferença estava nos reversos de cada uma. Na de um centavo, a representação da cana-de-açúcar; na de dois centavos, a soja; e na de cinco centavos, um boi zebu. Coleção Santander Brasil
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