Em janeiro de 2012, durante o Fórum Social Temático: Justiça Social e Ambiental, coordenamos, eu como diretora do Instituto Estadual de Artes Visuais (IEAVi), da Secretaria de Estado da Cultura, com a cooperação de diversos grupos organizados, um novo projeto de pintura do Muro da Mauá. Neste ano, a participação foi mais abrangente. Além de artistas da capital, foram convidados artistas e coletivos de diversas cidades do Rio Grande do Sul. A pintura foi realizada emmaior extensão, a partir do pórtico da entrada principal do Cais até o final, próximo à Usina do Gasômetro. Foram 30 espaços, divididos entre os grupos, totalizando a participação de 84 artistas. Destacamos alguns coletivos e artistas que participaram dos projetos realizados no período de 1996 a 2012: Grupos: Superfície de Pelotas, Braziliano e grupo de Santa Maria, AGIR de Gravataí, Grupo CAI de Santa Cruz do Sul, Grupo DA do curso de Artes da Feevalle, Grafar, Jabutipê, Farol, Atelier Livre, Associação Chico Lisboa, Núcleo Urbanóide, Cabaré do Verbo e Coletivo de Pintura Mural da UFRGS, entre outros. Artistas: Paulo Porcella, Danúbio Gonçalves, Zoravia Bettiol, Eduardo Cruz, Richard John, Edgar Vasques, Santiago, Trampo, Tridente, Nina Moraes, Carla Barth, Britto Velho, Eduardo Vieira da Cunha, Marilice Corona, entre outros. Considerando ser uma proposta de arte efêmera, o tempo de permanência das diferentes ações foi extremamente significativo, como no caso da intervenção “Morphing Jesus”, de Richard John – um gigante retrato de Jesus Cristo − que pode ser vista até os dias de hoje. O Muro que nos separa do Rio, com as intervenções que passarampela sua história e as intervenções do novo projeto que hoje os artistas e o Santander Cultural presenteiam Porto Alegre, possibilita-nos outros diálogos, tornando-se um espaço indiscutível de manifestação da nossa cidade, verdadeiro e inconteste para a expressão de ideias, poéticas, reflexões e críticas. Vera Pellin Produtora Cultural e Designer
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