A linha do horizonte NUNCA É A MESMA para o olhar passageiro Para além da concretude com que estamos anestesiados a conviver, será que a arte pode tornar o muro mais próximo das pessoas quando alguma coisa é comunicada pela imagem que falta? A intervenção nesse território vertical da Avenida Mauá revela novos modos de percepção que a arte tem como prefácio, não apenas pela dimensão estética de cada coletividade, mas porque torna possível o lugar como tempo de relação e de imaginário. É na direção dessa visibilidade urbana que o projeto Arte no Muro procura reflexões sobre essa pausa geográfica entre a cidade, as pessoas e a linha do horizonte. A cidade é, antes de tudo, muitomais criativa pelo seu uso do que por sua posse. Uma topografia sem espaços precisa do exercício subjetivo para ampliar a sua relação com as pessoas. O muro que impõe uma antecipação perceptiva também serve de suporte para comemorar os 15 anos do Santander Cultural, que, em sua superfície, oferece como dádiva ao olhar passageiro outras perspectivas com a prática da cultura, a invenção da realidade e seus significados, propondo novos modos de existência. VITOR MESQUITA Designer, Artista Visual e Crítico de Arte

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