119 europeia e as reformas dos cemitérios faziam parte das medidas destinadas a trazer a “civilização” ao país. Em Porto Alegre, como em várias cidades do Brasil, as manifestações visando a retirada dos cemitérios da área urbana tornavam-se cada vez mais frequentes. A busca visava locais amplos, altos e arejados, e deve- riam ser obedecidas normas técnicas, como as dimensões das covas e a distância entre elas. Dentro dessas premissas, em 1844 a administração da então Vila adquiriu o terreno localizado num dos pontos mais altos da cidade, com ocupação rarefeita, conhecido por altos da azenha, junto à estrada de Belém (atual avenida Oscar Pereira), um dos eixos de acesso à capital. Nesta nova localização o primeiro cemitério a se instalar foi o da Santa Casa de Misericórdia, com regimento que estipulava o tamanho das sepulturas, sua distribuição no terreno, com traçado de caminhos espaçosos e arboriza- dos. Iniciava-se assim a instalação de um cemitério com as características de equipamento público e com algumas regras de ocupação. Entretanto, en- tre a instalação e sua efetiva ocupação transcorreram quatro anos, demora provocada pela relutância das Irmandades em aceitar as mudanças estabe- lecidas pelas novas leis. As Irmandades solicitavam as catacumbas e terrenos necessários, median- te indenização à Santa Casa, mantendo-se a tradição que reservava a essas entidades os nichos emmuros e paredes, considerados uma categoria supe- rior ao enterramento no chão. Já no século XX, nas décadas de 20 e 30, Porto Alegre vivia um período de

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